Palavras dos vencedores nos bastidores

Família de Heath Ledger lembra que ainda há mais um filme dele para ver

23.02.2009 - 07:10 Por PÚBLICO

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Sean Penn, à entrada do Kodak Theatre, com a sua mulher e actriz Robin Wright Penn Sean Penn, à entrada do Kodak Theatre, com a sua mulher e actriz Robin Wright Penn (Jason Reed/Reuters)
As memórias da família de Heath Ledger, o actor que interpretou Joker na última aventura de Batman, a emoção de Penélope Cruz, a calma e o discurso político de Sean Penn foram alguns dos momentos marcantes da 81.ª cerimónia de atribuição dos prémios da indústria do cinema norte-americano, que consagrou o filme “Quem quer ser Bilionário” como o mais premiado, arrecadando oito Óscares.

Depois de abandonarem o palco, com a estatueta atribuída a título póstumo, a família de Heath Ledger lembrou o filho e irmão que, enquanto jovem, “estava sempre na brincadeira como um rapaz qualquer naquelas idades”, realçando as qualidades humanas do actor que faleceu a 22 de Janeiro de 2008. Já sobre a sua prestação na película dirigida por Cristopher Nolan – premiada com duas estatuetas, melhor actor secundário e efeitos sonoros – Kate Ledger, irmã do actor, revelou que “Heath sabia que fez qualquer coisa especial com esta interpretação”.

“Ele ia-nos mostrando partes do filme enquanto este estava a ser rodado e um dia dissemos-lhe que ele arriscava ser nomeado para um Óscar. Ele respondeu com um sorriso”, contou a irmã do actor, lembrando que a morte dele pôs fim à sua carreira, mas não às novidades, uma vez que ainda há um filme em que participa por estrear. Trata-se de “Imaginarium of Doctor Parnassus”, cuja rodagem Ledger não terminou. “Nós já vimos algumas cenas e creio que vai ser fantástico poder vê-lo novamente em cena”, resumiu Kate, depois de ter aceitado, em nome da filha de Heath, Matilde, e acompanhada pelos pais de Heath, a estatueta atribuída ao irmão.

O quase desmaio de Penélope

Igualmente emotivas, mas com uma carga diferente, foram as palavras da actriz espanhola Penélope Cruz, vencedora do prémio para melhor actriz secundária, depois de ter recebido o Óscar que lhe fugira anos antes com a nominação por “Volver”, de Almodôvar.

Em palco, a espanhola que co-protagonizou "Vicky Cristina Barcelona", filme de Doody Allen, mostrou-se uma mulher nervosa. “Já alguém desmaiou aqui? É que poderei ser a primeira”, começou por referir no discurso de aceitação do prémio, que terminou a falar em espanhol. Nos bastidores do espectáculo, que teve o australiano Hugh Jackman como anfitrião e se realizou no Kodak Theatre, em Hollywood, Penélope voltou a agradecer aos realizadores espanhóis que lhe “deram a oportunidade” de filmar, como Almodôvar, Bigas Luna e Fernando Trueba e explicou que falou em espanhol para partilhar este prémio com os seus conterrâneos, sobretudo os da sua terra natal onde, em miúda, costumava fazer noitadas para assistir aos Óscares pela televisão. “Agora sou eu que estou aqui, a aceitar um prémio. Parece irreal”, afirmou.

Penn fala contra cultura de ignorância

Quem não se deixou perturbar pelas emoções foi Sean Penn, que bateu Mickey Rourke na corrida ao Óscar de melhor actor. Tanto em palco como fora dele, o actor que já havia conquistado um galardão idêntico pela sua performance em Mystic River aproveitou o tempo de antena para reagir àqueles que, antes da cerimónia, lhe mostraram cartazes que ele considerou homofóbicos e resultantes de “uma cultura de ignorância”.

“É por isto que não há nada mais importante do que os temas em que toca este filme [“Milk”], resumiu, lembrando que se trata de abordar a história do primeiro político abertamente gay a ter sido eleito para um cargo público nos Estados Unidos.

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Oscar

Olha Mark pensei que eras actor em "quanto mais estúpido melhor" Respeitinho por quem já não está é ...

José Gonçalves

23.02.2009 13:10

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