Falta de vigilantes obriga museus a encerrar parte das salas de exposições

07.03.2007 - 18:57 Por Lusa
O encerramento ao público de algumas salas expositivas de museus nacionais, devido à falta de vigilância, está a motivar queixas dos visitantes, impedidos de entrar por motivos de segurança.
O Museu Nacional do Azulejo (MNA) e o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), ambos em Lisboa, são alguns dos espaços obrigados a encerrar salas do seu percurso expositivo principal devido à falta de vigilantes.
A directora do MNAA, Dalila Rodrigues, está "indignada com a situação" porque os visitantes "chegam a pedir os livros de reclamação para colocar as queixas por escrito", ao serem impedidos de entrar.
No último fim-de-semana, segundo a responsável, a falta de vigilantes obrigou ao encerramento quase total do percurso de arte portuguesa, e o mesmo sucede à hora do almoço, "o que afecta a imagem do museu perante o público".
O presidente do Instituto Português de Museus (IPM), Manuel Bairrão Oleiro, confirmou que o problema tem vindo a agravar-se nos últimos anos e afecta a quase generalidade dos 29 museus nacionais.
"A aposentação de vigilantes sem possibilidade de substituição, devido à não renovação dos quadros de pessoal dos museus, tem levado a esta situação. As direcções dos museus acabam por decidir encerrar salas para segurança das obras", explicou.
"Terá de ser encontrado outro tipo de solução para resolver a falta de vigilantes porque o que se passa actualmente penaliza o serviço público".
Manuel Bairrão Oleiro acrescentou que estão a ser estudadas soluções pelo IPM, que tutela os museus nacionais, em conjunto com o gabinete da ministra da Cultura, "para resolver este problema com a maior brevidade".
Em 2006, os visitantes dos 29 museus nacionais ultrapassaram um milhão, um número que só tinha sido registado em 1998, quando se realizou a Expo98, em Lisboa.

