A exposição "José Saramago: a consistência dos sonhos", patente desde 23 de Novembro na Fundação César Manrique, em Lanzarote (Canárias) será montada em Lisboa a partir de finais de Abril, informou o director da Biblioteca Nacional, Jorge Couto.
Jorge Couto precisou que a exposição, que inclui 500 documentos originais, a par de outros tantos digitalizados, será apresentada na galeria D. Luís no Palácio Nacional da Ajuda.
O responsável deslocou-se a Lanzarote em representação do Ministério da Cultura "para negociar com a Fundação César Manrique as condições da vinda da exposição, que irá, aliás, em intinerância pelo mundo".
Estarão patentes obras inéditas, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, traduções, fotografias, vídeos e gravações originais.
A exposição, explicou Jorge Couto, resulta de uma investigação de dois anos, e é comissariada por Fernando Gómez Aguilera.
A primeira parte refere-se à vida e obra de Saramago, a segunda a três temáticas: a intervenção cívica, a atribuição do Prémio Nobel e "a música e as palavras".
A terceira parte da exposição é "relativa à repercussão da obra de José saramago, à troca de correspondência com outros escritores e à montagem do seu gabinete de trabalho".
Couto destacou "a complexidade da montagem da exposição que interliga a exposição tradicional de livros com pintura, fotografia, documentários, e até instalações que envolvem inteligência artificial e vitrinas com som".
O director da Biblioteca Nacional indicou que "há ainda que assinar o contrato com a fundação espanhola e ultimar pormenores".
José Saramago é o primeiro Prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa, galardão que recebeu em 1998.


