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Obras disponíveis fazem parte do Arquivo de Cultura Portuguesa e Contemporânea da Biblioteca Nacional

Espólio de Antero de Quental disponível a partir de hoje online

16.04.2009 - 15:19 Por Lusa

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Antero de Quental Antero de Quental (DR)
O espólio do poeta açoriano Antero de Quental existente no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional passará a partir de hoje a estar online em http://purl.pt/14355.

O espólio do autor de "Odes Modernas" passa a integrar a Biblioteca Nacional Digital, onde se encontram já disponíveis os de outros escritores, como Eça de Queirós, Vitorino Nemésio, Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Rómulo de Carvalho.

O espólio de Antero de Quental, disponível hoje a partir das 18h00, fez parte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, tendo sido transferido para a Biblioteca Nacional em 1997.

Segundo nota da Biblioteca, ao público em geral passam a estar disponibilizados "todos os manuscritos que integram a colecção, com destaque para as versões autógrafas de sonetos e poemas e para as cartas de Antero a Oliveira Martins e a João Lobo de Moura".

Em 1865, com a publicação do folheto "Bom Senso e Bom Gosto - Carta ao Exmo. Sr. António F. de Castilho", Antero de Quental deu "início à grande polémica literária do século XIX em Portugal - a Questão Coimbrã -, que rompe com o Ultra-Romantismo e prepara o advento da poesia moderna", refere a mesma nota.

Antero de Quental, a quem Eça de Queirós chamava "Santo Antero", foi, em 1871, o principal promotor e primeiro orador do ciclo de Conferências do Casino de Lisboa, "organizadas com o objectivo de se estudarem reformas conducentes a uma mudança política, literária e social". A primeira conferência intitulou-se "Causas da decadência dos povos peninsulares"

Além de "Odes Modernas", Antero de Quental publicou ainda, em 1886, "Sonetos Completos" e o ensaio filosófico "Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX", na Revista de Portugal, dirigida por Eça de Queirós, no primeiro trimestre de 1890.

Antero de Quental nasceu em Ponta Delgada em 1842, onde se suicidou num banco de jardim público em 1891.

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