• Navegar num veleiro português com 75 anos
  • Roupa interior para se usar no exterior
  • Disney recruta em Portugal tripulação para os seus cruzeiros

Joris Ivens no centro da programação apresentada hoje

DocLisboa em oitava edição sob o signo do "pai do documentário"

28.09.2010 - 14:39 Por Jorge Mourinha

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
"My Joy”, a primeira ficção de Sergei Loznitsa "My Joy”, a primeira ficção de Sergei Loznitsa (DR)
Mais do que chamar ao DocLisboa 2010, a decorrer de 14 a 24 de Outubro, “o maior festival de sempre”, Augusto M. Seabra, director de programação do certame, “gostava de preferir dizer que é o mais forte”.

O mais forte porque a oitava edição do certame propõe uma programação de luxo repartida pela competição (nacional e internacional), três retrospectivas de peso e uma série de secções paralelas, acompanhada de uma mudança de conceito em direcção a uma maior divulgação da história do documentário.

Nas palavras de Seabra, durante a apresentação que decorreu esta manhã na Culturgest, “entendemos que o público que frequenta o Doc tem de ter presente os grandes mestres, e é nosso projecto que uma retrospectiva histórica dos grandes mestres faça parte da programação” todos os anos.

Este ano mostram-se Marcel Ophuls (“um enorme cineasta estranhamente praticamente desconhecido em Portugal”) e Jørgen Leth (que apresentará em estreia europeia o seu mais recente trabalho, “Erotic Man”).

Mas o destaque vai inteiro para Joris Ivens, “o pai do documentário”, um cineasta que, nas palavras de Sérgio Tréfaut, director do festival, “mudou a minha vida”.

O DocLisboa exibirá 39 filmes seus, numa retrospectiva marcada pela presença entre nós da viúva (e co-autora de muitos filmes), Marceline Loridan-Ivens.

O festival abre a 14 com a estreia de “José & Pilar”, o retrato de José Saramago e Pilar del Rio por Miguel Gonçalves Mendes, e encerra a 24 com “My Joy”, a primeira ficção de uma presença habitual no Doc, Sergei Loznitsa, que causou sensação em Cannes 2010.

A competição, “mais ousada do que é habitual” segundo Augusto Seabra, contará em termos internacionais com 28 filmes (14 dos quais longas-metragens) e em termos nacionais com 19 produções (apenas quatro das quais em formato longo).

Entre os nomes conhecidos a concurso, valerá a pena anotar os “repetentes” Marília Rocha, Wang Bing e Gianfranco Rosi, a par de Harun Farocki, Edgar Pêra ou do aclamado “Last Train Home” do sino-canadiano Lixin Fan.

Nas secções paralelas, destaque para um panorama sobre o cinema documental suiço e para o ciclo temático “A Cidade e o Campo”, com a presença de obras de cineastas como Manoel de Oliveira, Alberto Cavalcanti, Michelangelo Antonioni ou Pier Paolo Pasolini.

A secção musical Heart Beat este ano incidirá alternadamente na história do rock (Beatles, Rolling Stones, Frank Zappa) e nas músicas do mundo (Staff Benda Bilili, Youssou N'Dour, a música iemeni).

Outros nomes conhecidos como José Luis Guerín ou Alexander Sokurov marcarão presença na secção Riscos, dedicada à “ficção do real”.

Às salas da Culturgest e dos cinemas Londres e São Jorge juntam-se este ano os cinemas Cinema City Classic Alvalade e a Cinemateca Portuguesa. De notar que as retrospectivas dedicadas a Joris Ivens e Marcel Ophuls se prolongarão na Cinemateca para lá do final do Doc, até 28 de Outubro.

A programação pode já ser consultada no site oficial em www.doclisboa.org e os bilhetes serão postos à venda a 1 de Outubro na bilheteira central instalada na Culturgest, a preços entre os €2,50 e os €3,50.

Estatísticas

  • 11 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1458361

Comentário + votado

X

Mais em Cultura (9 de 9 artigos)

Centro Cultural Vila Flor reforça aposta na dança contemporânea