Um dos fundadores do movimento contra a arte conceptual Stuckists, Charles Thomson, alega na edição da revista de arte “Jackdaw” que quinze obras do artista plástico Damien Hirst são “inspiradas” em peças de outros artistas, acusando-o de plágio.
O artigo que foi hoje para as bancas intitula-se “The Art Damien Hirst Stole” - a arte que Damien Hirst roubou. Mostra imagens de obras dos outros artistas que terão servido de inspiração ao artista plástico britânico, oito das quais nunca relacionadas com a obra de terceiros.
Mas não é a primeira vez que Damien Hirst é acusado de plágio. Em 2000, o artista da "Young British Art" pagou uma indemnização para evitar que lhe fosse interposta uma acção legal sobre direitos de autor pelos criadores de um brinquedo semelhante à sua escultura de bronze "Hymn", conta o jornal britânico “Telegraph”.
Um dos exemplos dado agora na revista “Jackdaw” é a instalação "Pharmacy". “Joseph Cornell expôs uma cabine com garrafas em prateleiras a que chamou Pharmacy em 1943”, explica Thomson. “Hirst vê-se como um grande artista mas grande parte do seu trabalho só existe porque outros artistas tiveram as ideias originais que ele depois roubou. Hirst está a fazer plágio de uma maneira que seria inaceitável na ciência ou na literatura”, afirma.
Um de outros artistas que se sentem espoliados é John LeKay, amigo de Hirst nos anos 1990 e que partilhava exposições com ele. Em 1993 já produzia crânios com jóias incrustadas e em 1987 pensou pregar numa cruz a carcaça de um carneiro. Hirst viria a fazer as suas famosas esculturas de animais como "The Golden Calf" em formol, ou "Mother and Child Divided", que lhe deu o Prémio Turner em 1993, e a caveira cravejada de diamantes "For the Love of God".
Outro caso é o da artista norte-americana, Lori Precious, que alega usar asas de borboletas para criar padrões em vitrais desde 1994. As suas obras nunca atingiram os valores de mercado que as peças de Hirst, como "Faithless", também com borboletas em vidro, conseguem sempre que vão a leilão.


