Companhia de ballet contemporâneo homenageia Maria Callas no Teatro Camões

01.02.2007 - 16:44 Por Lusa
A companhia Lisboa Ballet Contemporâneo estreia no dia 9 de Fevereiro, no Teatro Camões, em Lisboa, o espectáculo "Callas", uma coreografia de Benvindo Fonseca que pretende homenagear "a vida e a voz da maior cantora lírica do século XX".
O espectáculo encerra uma trilogia que o coreógrafo e director artístico da companhia iniciou em 2004 com "Uma Noite com Ella", homenagem à diva do jazz Ella Fitzgerald, a que se seguiu "Mar", em 2006, em colaboração com o grupo Madredeus.
A voz de Maria Callas é o ponto de partida para o espectáculo, que pode ser visto de 9 a 11 de Fevereiro.
"É uma homenagem sobretudo à grande voz de Maria Callas, mas também à vida desta mulher extraordinária", disse.
No espectáculo "dança-se a fragilidade e a força, a passionalidade e o amor, os desejos da personalidade e os apelos da alma".
À semelhança do que já tinha sido feito no espectáculo "Uma Noite com Ella", serão exibidas ao longo do bailado algumas imagens em vídeo da vida de Maria Callas.
O espectáculo, integrado na temporada 2006/07 da companhia Lisboa Ballet Contemporâneo, conta com música original do maestro César Viana e cenários do arquitecto José Garcia.
O coreógrafo anotou, neste passo, que, "na peça, vão ser usadas algumas árias cantadas por Maria Callas que foram `transportadas´ para piano por César Viana".
"Callas" será interpretado pelos bailarinos Ângela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, São Castro, Hugo Martins, Nuno Gomes e Tiago Careto.
O espectáculo conta ainda com as participações especiais da pianista Mercedes Cabanach e do violoncelista Luís Sá Pessoa.
Considerada uma das maiores figuras do canto lírico do século XX, Maria Callas nasceu em 1923 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, tendo adoptado em 1966 a nacionalidade grega. Callas pisou os maiores palcos do mundo como cantora lírica, tendo interpretado personagens marcantes de óperas de compositores como Verdi, Puccini, Bellini, Rossini ou Donizetti.
A última vez que actuou foi em 1965 na ópera "Tosca" e, depois de um longo período de ausência, deu vários recitais em 1973 e 1974 por toda a Europa e Estados Unidos. Morreu em 1977, aos 53 anos, em Paris.

