Começa hoje julgamento por homicídio involuntário do médico de Michael Jackson

04.01.2011 - 10:37 Por PÚBLICO
O médico do cantor Michael Jackson começa hoje a ser julgado, na primeira audiência preliminar, por homicídio involuntário no caso da morte do “rei da pop”, a 25 de Junho de 2009, por sobredosagem de medicamentos.
Cardiologista experimentado, Conrad Murray, de 57 anos, foi contratado pelo cantor em Maio de 2009 para seguir a sua preparação física antes da série de concertos no Reino Unido que iriam marcar o seu regresso aos palcos. Jackson retirara-se em 2005 para Las Vegas, logo após ter sido ilibado no caso em que era suspeito de abuso sexual de um menor.
O médico tem-se mantido afastado dos media desde que foram formuladas as acusações contra ele, com raras declarações públicas. Em Agosto de 2009, porém, difundiu uma mensagem através da internet: “Fiz tudo o que podia, disse a verdade [aos investigadores] e estou convencido que a verdade prevalecerá”. Se for condenado por homicídio voluntário, Murray pode receber uma sentença até quatro anos de prisão.
O médico, que possuía um currículo irrepreensível até à morte de Michael Jackson, recebia um pagamento mensal de 150 mil dólares pelos seus serviços como médico particular do cantor, de acordo com o diário “Los Angeles Times”.
O mesmo jornal avança que Murray tinha enormes dívidas, ascendendo a mais de 750 mil dólares. Citando documentos do processo judicial, o “LAT” relata que o médico, na altura em que foi contratado, não conseguia pagar a mansão luxuosa que possui em Las Vegas, que tinha em atraso o pagamento de uma pensão de alimentos, assim como facturas relativas a aulas de formação e material médico.
As autoridades concluíram que Jackson morreu por “overdose” de uma mistura de anestésicos e sedativos, tendo rapidamente focado a sua atenção no médico, que se encontrava com o cantor quando este entrou em falha respiratória, na sua mansão de Los Angeles.
Na audiência preliminar de hoje, o juiz encarregado do processo, Michael Pastor, determinará se existem provas suficientes contra Murray para se realizar o julgamento, com jurados. O médico mantém ser inocente.


