Os Estados Unidos continuaram a liderar o mercado da arte mas a grande novidade é que a China ultrapassou pela primeira vez o Reino Unido, estando agora em segundo lugar na lista dos maiores compradores de arte mundiais.
Estas são as conclusões do estudo “O mercado global da arte em 2010: crise e recuperação” realizado por Clare McAndrew, uma economista especializada nesta área e autora do livro “The Art Economy: An Investor’s Guide to the Art Market” (Liffey Press), especialmente para a 24ª edição da European Fine Art Fair (TEFAF), que começa sexta-feira em Maastricht, na Holanda, e decorre até 27 de Março. O estudo mostra também que o mercado global de arte e antiguidades recuperou significativamente em 2010, com aumento de 52 por cento em relação ao ano anterior, tendo sido movimentado um total de 43 mil milhões de euros.
Em 2010, os leilões de arte e antiguidades na China renderam cerca de seis mil milhões de euros e o país quase duplicou os valores atingidos em 2009, ocupando 23 por cento do mercado mundial. Os Estados Unidos estão à frente com 34 por cento e o Reino Unido – que dentro dos países da União Europeia ainda é quem mais negoceia em arte - ficou nos 22 por cento, representando um decréscimo de cinco por cento desde 2006. A França está em segundo lugar no mercado europeu, com 16 por cento, e seis por cento a nível mundial.
Os países da União Europeia detêm no seu conjunto 37 por cento do mercado de arte, representando, segundo o levantamento, um declínio de 16 por cento desde 2003, quando atingiu o ponto mais alto no sector. Segundo o “The Financial Times” estes números dão razão aos críticos que defendem que as taxas extra impostas por uma directiva comunitária colocam a União Europeia em desvantagem no mercado da arte.



