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Presidente da República ignorou percurso político

Cavaco considera Aquilino um dos “grandes prosadores” da literatura portuguesa

19.09.2007 - 13:13 Por Lusa

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O Presidente da República, Cavaco Silva, homenageou hoje o escritor Aquilino Ribeiro, considerando-o "um dos grandes prosadores da literatura portuguesa do século XX", mas ignorou o seu percurso político de republicano e antifascista.
Cavaco Silva considerou que a homenagem a Aquilino é "um acto de homenagem à cultura portuguesa" Cavaco Silva considerou que a homenagem a Aquilino é "um acto de homenagem à cultura portuguesa" (Inácio Rosa/Lusa (arquivo))

"Ler Aquilino Ribeiro é ler um certo Portugal, mas é também ler o mundo", afirmou Cavaco Silva nas cerimónias de trasladação dos restos mortais do escritor para o Panteão Nacional, em Lisboa, que se realizaram hoje de manhã.

Perante familiares do autor de "O Malhadinhas", o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o primeiro-ministro, José Sócrates, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, o chefe de Estado afirmou que esta homenagem a Aquilino é "um acto de homenagem à cultura portuguesa". E centrou o seu discurso na obra de Aquilino, que "é o universo português".

"Deleitamo-nos com os seus arcaísmos e os seus regionalismos porque nos revemos neles. E porque, apesar do decurso do tempo, continuamos a encontrar o homem português em cada página dos grandes livros de mestre Aquilino. No fundo, porque ainda nos encontramos a nós próprios em obras imortais como 'A Casa Grande de Romarigães' ou 'Quando os Lobos Uivam'", afirmou.

Para o Presidente, a "vasta obra romanesca de Aquilino Ribeiro, que retrata o mundo rural português de uma forma ímpar", continua actual, "mesmo que desse mundo restem apenas escassos vestígios".

E, além do "público testemunho de admiração por uma obra literária", Cavaco Silva afirmou esperar que "continue a ser lida e acarinhada pelas gerações futuras".

Com a trasladação para o Panteão Nacional, Aquilino Ribeiro junta-se aos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro, aos Presidentes da República Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona, a Humberto Delgado e à fadista Amália Rodrigues.

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Comentário + votado

Aos defensores...

deste circo armado, eu só espero quando for velhinha não ter que ver um Eusébio, um Álvaro Cunhal ...

Cristina

21.09.2007 23:55

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