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Em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal

Casa de Aristides de Sousa Mendes vai ser recuperada para evitar ruína

22.05.2008 - 10:22 Por Lusa

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A Casa do Passal recebeu em Agosto de 2005 a classificação de Monumento Nacional A Casa do Passal recebeu em Agosto de 2005 a classificação de Monumento Nacional (Carla Carvalho Tomás)
A casa que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato (concelho de Carregal do Sal, Viseu) vai ser recuperada para evitar a ruína, devido ao seu avançado estado de degradação.

O cônsul, que em Bordéus (França) salvou milhares de refugiados do Holocausto, costumava passar férias nesta casa, na companhia dos 14 filhos e da primeira esposa, Angelina. Também lá viveu alguns anos antes da sua morte, com a segunda mulher, a francesa Andrée Cibial.

Para evitar que o estado da chamada Casa do Passal se agrave, o responsável de um gabinete de arquitectura "disponibilizou-se a colaborar e a fazer uma intervenção urgente a preços simbólicos", o que deverá acontecer em breve, para que não tenha de enfrentar um novo Inverno que a poderia levar à ruína total, informou Luís Fidalgo, da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

Segundo Luís Fidalgo, o estudo prévio para tornar a Casa do Passal num espaço que dê a conhecer a importância do cônsul português na história e os valores que ele representa transitou da Direcção Geral dos Monumentos e Edifícios Nacionais para a Direcção Regional de Cultura do Centro.

"O director regional (Pedro Pita) já promoveu reuniões e, neste momento, está a equacionar-se a celebração de um protocolo entre a direcção regional e a Fundação no sentido de esquematizar a colaboração", contou.

Por outro lado, o arquitecto responsável pelo estudo prévio "também transitou para a Direcção Regional de Cultura e tem em mãos dar-lhe continuação", acrescentou.

A Casa do Passal recebeu em Agosto de 2005 a classificação de Monumento Nacional.

Depois de Aristides de Sousa Mendes ter abandonado a casa, devido ao grande número de dívidas contraídas, esta foi adquirida em hasta pública por 200 contos, por credores e dois comerciantes que depois a venderam a uma pessoa de Coimbra, em 1970. Neste período chegou a albergar um aviário numa das suas alas.

Dez anos depois, foi vendida à sociedade Campos e Nunes, que urbanizou a parte da quinta envolvente ao gigante Cristo-Rei que Aristides de Sousa Mendes tinha mandado vir da Bélgica e tinha planos também para a zona inferior, um processo que foi travado.

Mais tarde, com a entrada na sociedade de um arquitecto, surgiu o projecto de um hotel para o local, que dividiu as opiniões.

Umas pessoas defendiam que era melhor um hotel do que um edifício degradado, enquanto outras consideravam que isso seria passar uma esponja na vida que Aristides de Sousa Mendes teve em Cabanas de Viriato.

Com a constituição da Fundação, a casa e o que restava da quinta passou para a sua posse em Março de 2001, graças ao apoio do então ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama.

Este inicialmente dotou a Fundação com 50 mil contos (250 mil euros), mas, como a verba não chegava, reforçou o apoio com mais 60 mil contos (cerca de 300 mil euros).

O preço final da compra, de 128 mil contos (640 mil euros), integra os 15 mil contos (75 mil euros) da indemnização paga pelo Estado à família, que esta doou à fundação.

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«Profecias inscritas por Shakespeare no seu túmulo obrigam restauradores a terem "cautela" (...) ...

Anónimo

28.05.2008 23:31

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