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Polémica levantada por condições impostas por grupo LeYa

Câmara Municipal de Lisboa levanta suspensão da Feira do Livro

16.05.2008 - 20:19

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A Feira do Livro nunca esteve em causa, garante o presidente da APEL A Feira do Livro nunca esteve em causa, garante o presidente da APEL (Malte Jaeger (arquivo))
A Câmara Municipal de Lisboa já levantou a suspensão aos trabalhos de montagem dos pavilhões da Feira do Livro de Lisboa, evento cuja realização "nunca esteve em causa", disse hoje à Lusa o presidente da APEL, Baptista Lopes.

A Feira "nunca esteve e nunca poderia estar em causa", assegurou.

Hoje às 18h00, a APEL, a Associação de editores e livreiros a que cabe a organização do certame, reuniu-se com responsáveis do pelouro da Cultura da autarquia para "analisar a situação".

Uma das questões em análise é a que se prende com o subsídio de 200 mil euros prometido pela autarquia.

Em vista dos novos desenvolvimentos, a reunião de participantes na Feira, convocada pela APEL também para hoje, às 18h00, ficou adiada "em princípio" para segunda-feira, informou Baptista Lopes.

No centro da polémica em torno da Feira está o Grupo LeYa, de Paes do Amaral, que pretendia instalar no Parque Eduardo VII pavilhões de modelo diferente dos tradicionais.

Num memorando entregue esta manhã na autarquia, a APEL reafirmou estar aberta à inclusão daquele grupo editorial na Feira, "desde que se inscreva nas mesmas condições de todos os participantes".

A APEL, lê-se no comunicado, "nunca aceitou qualquer compromisso para o acolhimento de novos modelos de stands" e nunca esteve em causa um "regime de excepção" para o Grupo Leya participar no certame.

A cinco dias da abertura oficial da 78/a edição, a APEL requereu à autarquia a declaração de interesse público para a feira do livro, remetendo para a Leya qualquer responsabilidade pela ausência de escritores editados pelo grupo, como Lobo Antunes, Mário de Carvalho ou Lídia Jorge.

"Foram realizadas todas as diligências, bem para lá do razoável, para que o Grupo Leya se inscrevesse na feira do livro de Lisboa à luz dos regulamentos vigentes e que foram cumpridos pelos 119 participantes inscritos", sublinha a APEL no memorando.

A Câmara de Lisboa pediu esta semana à APEL, com carácter de urgência, explicações sobre a recusa de instalação de novos modelos de stand na Feira do Livro, nomeadamente do Grupo LeYa, e ponderou a atribuição de um subsídio de 200 mil euros e da isenção de taxas municipais.

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Ridículo

Que ridículo. Quem não põe os pés na FL sou eu.

V

17.05.2008 01:47