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Duas semanas após o fecho debatem-se soluções para o Hot Clube de Portugal

Câmara e Hot Clube discutem alternativas ao número 39

05.01.2010 - 09:59 Por Inês Boaventura, Ana Rita Faria

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A direcção do Hot Clube de Portugal e a Câmara de Lisboa vão estar hoje reunidas para discutir a situação do clube e encontrar soluções, mas aparentemente não irão partir ainda de nenhuma proposta em concreto.

"A Câmara de Lisboa não tem uma proposta única já pronta para apresentar. Vai ser uma reunião em que toda a gente se vai sentar à mesa para discutir alternativas", adiantou ao PÚBLICO a assessora de imprensa da autarquia. A responsável pelo Hot Clube, Inês Homem Cunha, dizia ontem estar "à espera de que a câmara apresente propostas para analisar", nomeadamente de possíveis espaços para albergar o clube. O projecto de recuperação do edifício, que a direcção do Hot Clube entregou à autarquia em Julho, é outro tema forte em cima da mesa.

De acordo com a câmara, o objectivo da reunião com a vereadora da Cultura, e em que deverá participar o presidente António Costa, é encontrar não só uma alternativa para o curto prazo que permita cumprir os concertos agendados, mas também uma solução a médio e longo prazo. Caso esta última passe pelo regresso ao número 39 da Praça da Alegria, é certo que a situação não ficará resolvida num futuro próximo, porque o imóvel municipal está integrado na área do Plano de Pormenor do Parque Mayer, ainda em fase inicial.

O vereador Ruben de Carvalho considera que a Câmara de Lisboa "deve dar um contributo, e terá condições para o fazer, para ajudar a dar cumprimento aos compromissos assumidos" no imediato, referindo que "seria uma perda grande perder o Hot Clube". O eleito comunista considera ainda que o sítio onde o clube ficará (o mesmo espaço ou outro) é "uma questão para se estudar", notando que "o local é importante mas não é determinante".

De acordo com a câmara, o edifício do Hot Clube foi já vistoriado pela Direcção Municipal de Projectos e Obras. Os trabalhos (limpeza de destroços, escoramento do tecto do rés-do-chão, colocação de uma cobertura provisória e recolocação do portão nas traseiras) vão "arrancar rapidamente mas serão demorados, uma vez que o uso da água para combater o incêndio danificou seriamente diferentes instalações técnicas (electricidade, por exemplo) e outras partes estruturais do imóvel", adianta fonte municipal.

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