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Autarquia espera obter financiamento do QREN para a compra e recuperação do imóvel

Câmara de Guimarães negoceia compra do histórico Teatro Jordão

22.03.2010 - 10:37 Por Samuel Silva

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O teatro foi inaugurado há 70 anos e está fechado desde 1993 O teatro foi inaugurado há 70 anos e está fechado desde 1993  (Marco Maurício)
A Câmara de Guimarães reatou as negociações para a compra do histórico Teatro Jordão, encerrado desde 1993. A autarquia e os proprietários da antiga sala de espectáculos têm já um pré-acordo que permitirá concretizar o negócio assim que sejam encontradas soluções para o seu financiamento.

O presidente da câmara, António Magalhães, assume que o negócio está apenas preso por detalhes. "Ainda não está preto no branco, mas temos tudo praticamente acordado", afirma. Os responsáveis do município esperam garantir financiamento do QREN para a compra do imóvel e para o respectivo projecto de recuperação, devendo oficializar o acordo numa das próximas reuniões do executivo.

A autarquia tem trabalhado juntamente com a Universidade do Minho (UM) e a Fundação Cidade de Guimarães para encontrar soluções para o espaço. O antigo teatro deverá ser transformado num espaço cultural multidisciplinar, albergando as novas instalações da Academia de Música Valentim Moreira de Sá e espaços de ensaio para bandas de garagem, um projecto previsto no âmbito do Quadrilátero do Minho. A solução para o Jordão vai também contemplar outras áreas para o ensino de artes e espaços de trabalho da licenciatura em artes performativas e visuais que a UM pretende criar em breve.

A sala de espectáculos, com 1200 lugares, inaugurada há 70 anos, foi o principal espaço cultural da cidade durante décadas, tendo também sido palco de alguns comícios conturbados após o 25 de Abril. A recuperação do imóvel foi incluída na candidatura de Guimarães a CEC, estando prevista a criação da Plataforma das Artes no local. Em Abril, a autarquia tinha anunciado a desistência do negócio devido a um desacordo de verbas com os proprietários. Menos de um ano volvido, foi possível chegar a um entendimento, que deixa, no entanto, de fora uma unidade industrial devoluta, contígua ao teatro e propriedade da mesma família. A autarquia não vai avançar para a compra da fábrica por falta de verbas.

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