Ao fim de um dia a Biblioteca Digital Europeia, Europeana, não resistiu à quantidade de visitas que o site recebeu durante as primeiras horas de vida e “sucumbiu”. Até ao início do mês de Dezembro, o portal vai estar encerrado para que os responsáveis consigam aumentar a capacidade de resposta dos servidores.
No dia em que foi inaugurado, o (www.europeana.eu) teve 20 milhões de visualizações por hora, mais do dobro das esperadas pelas estimativas iniciais.
Depois da ruptura da capacidade da página, o trabalho de uma década volta de novo a ser alvo de retoques para tentar responder à “pressão” dos utilisadores, em especial em alguns países como a Alemanha (17 por cento das visitas), França (dez por cento) e Espanha (nove por cento).
Na Universidade de Amesterdão, vários técnicos estão neste momento a trabalhar para conseguir adicionar mais servidores que suportem as visitas aos mais de dois milhões de objectos já digitalizados na biblioteca multimédia, sendo que a ideia é chegar aos dez milhões em 2010.
O grupo responsável por este projecto tem o seu trabalho centralizado em Haia e é aí que estão a ser associados os quadros, filmes, fotografias, entrevistas e música de dezenas de museus, bibliotecas e outros centros distribuídos pelos 27 países da União Europeia.
A procura dos utilizadores fez com que a equipa passasse a ter agora “uma forte motivação” para resolver os problemas detectados logo nas primeiras horas do europeana. “Não nos vamos desculpar. Lamentamos que o site não tenha funcionado como gostaríamos, mas, para nós, não é um fracasso, senão um êxito inesperado”, explicou Martin Selmayr, porta-voz das Telecomunicações da Comissão Europeia, citado pelo “El País”.
Selmayr destacou o interesse pelo património cultural demonstrado pelos europeus, contra o “cepticismo inicial” de algumas instituições da União Europeia, que não deram muito apoio a este projecto, como é o caso de França, de onde vêm actualmente mais de metade dos fundos.
No caso do país vizinho, o terceiro em número de visitas, a colaboração está quase restringida ao arquivo disponibilizado pela Biblioteca Nacional espanhola. Museus como o famoso Prado, em Madrid, encontram-se entre os que ainda não colocaram online nenhuma das obras que compõem as suas colecções.
O site da europeana foi inaugurado no passado dia 20 de Novembro e em poucas horas "colapsou" devido ao número de utilizadores que tentaram aceder à página.
Segundo alguns especialistas, esta iniciativa é a resposta europeia a projectos internacionais do género, como o motor de busca americano da Google.


