Poucos viram a cara de Banksy, o "graffiter" britânico que insiste em manter a verdadeira identidade desconhecida, mas muitos já viram os trabalhos que fez em Londres, Sydney, Los Angeles ou na faixa de Gaza. Desta vez, o artista do "stencil" deixou a sua marca em Nova Orleães, três anos depois da trágica passagem do furacão Katrina, a 29 de Agosto de 2005.
As últimas dez criações de Banksy (www.banksy.co.uk/) adornam paredes, o cais de Orleães, casas antigas e estão espalhados por todo o lado para relembrar o trabalho que ainda tem de ser feito na cidade. "Três anos depois do Katrina quis marcar uma posição sobre o estado em que vai a operação de limpeza”, disse o próprio Banksy numa declaração, citado pelo "New York Times".
Os murais nas ruas e cais de Orleães retratam várias situações. Numa esquina está representado Abraham Lincoln como um sem-abrigo a empurrar um cesto. Um homem a baloiçar-se numa cadeira com a bandeira americana e com um aviso: “Não pilhar” numa casa antiga. Numa parede, um frigorifico preso por um fio como um papagaio ao vento, a ser seguro por uma criança, são alguns dos exemplos.
Banksy é uma espécie de artista guerrilheiro. A maioria dos "grafittis" e intervenções em "stencil" que elabora são provocatórios, de intervenção e comentário social ou meramente “poéticos”.
Desde que o seu trabalho de arte urbana começou a parecer nas ruas de Londres nos anos 90, tem ganho mais relevância. Actualmente expõe em galerias e os seus trabalhos alcançam valores elevados no mercado da arte.
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