Uma juíza do Supremo Tribunal de Justiça das Bahamas ordenou ontem a realização de um novo julgamento das duas pessoas acusadas de tentarem extorquir dinheiro ao actor John Travolta.
Anita Allen, do Supremo Tribunal de Justiça, declarou nulo o primeiro julgamento, depois de um político ter anunciado prematuramente - após ter sido alertado por um telefonema de um dos jurados - que um dos arguidos tinha sido absolvido. Allen deliberou a repetição do julgamento, mas ainda não foi marcada uma nova data.
Pleasant Bridgewater, que pediu a demissão do Senado das Bahamas depois do escândalo, e Tarino Lightbourne, um paramédico, foram acusados de tentar extorquir 25 milhões de dólares a John Travolta, após a morte do seu filho Jett, em Janeiro.
Uma autópsia determinou que Jett Travolta morreu de um ataque de epilepsia durante umas férias de família no hotel Old Bahama Bay Resort.
Os arguidos ameaçavam mostrar à impresa um documento assinado por John Travolta pedindo que o seu filho fosse transportado para o aeroporto local para que ele mesmo o pudesse levar de avião (Travolta é possuidor de um brevet) para a Florida, em vez de ser tratado localmente, na cidade de Freeport.
O papel, que poderia pôr a descoberto um acto de eventual negligência ou fuga à jurisdição local da parte do actor, foi guardado pelo paramédico que, posteriormente, se juntou a Bridgewater com o intuito de extorquirem dinheiro a Travolta.
No seu testemunho, durante o julgamento de cinco semanas, Travolta explicou que não leu realmente o que estava no papel quando o assinou e referiu que a única coisa que tentava fazer era salvar a vida do seu filho, fazendo respiração boca-a-boca enquanto outro cliente do resort o ajudava fazendo compressões no peito e usava um desfibrilador.
Michael Ossi, um dos advogados de Travolta disse ter ficado contente com a decisão de um novo julgamento.


