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Conferência de imprensa do médico legista

Autópsia a Michael Jackson foi inconclusiva

27.06.2009 - 11:06 Por Rita Siza, Washington

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Fãs choram a morte de Michael Jackson na Califórnia Fãs choram a morte de Michael Jackson na Califórnia (Reuters)
Os resultados preliminares da autópsia do músico Michael Jackson, que morreu na passada quinta-feira em Los Angeles, não apontam para a existência de doença natural, trauma externo, de alguma irregularidade ou ilícito nem de uma ocorrência catastrófica que justificasse uma paragem cardíaca, anunciou o director do Instituto de Medicina Legal de Los Angeles, Craig Harvey.

A autópsia foi, portanto, inconclusiva e a determinação oficial da causa de morte foi deferida para depois de concluída uma bateria de testes adicionais solicitados pela equipa médica responsável pelo exame, nomeadamente estudos toxicológicos, pulmonares e de neuropatologia. Os resultados desses exames deverão ser conhecidos dentro de quatro a seis semanas, de acordo com aquele responsável.

Em função dessas conclusões, a causa da morte poderá ser identificada — ou não, avisavam alguns especialistas médicos. Como explicou Craig Harvey, qualquer autopsia é um “processo de eliminação”, em que os médicos procuram “certificar-se do funcionamento dos orgãos” e da existência de alguma razão para o seu falhanço.

Michael Jackson deu entrada no centro Ronald Reagan do Hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles com uma paragem respiratória, depois de ter alegadamente colapsado na sua residência. Todas as tentativas de ressuscitação foram goradas. A morte ocorreu porque o coração deixou de funcionar; o que se espera saber agora são as circunstâncias que terão provocado a paragem cardíaca.

Ontem foi noticiado que antes de colapsar, Michael Jackson teria sido injectado com uma substância narcótica chamada “Demerol”, um opiáceo utilizado como analgésico — uma informação que não foi confirmada pelo médico legista. “Não farei nenhum comentário sobre substâncias ou drogas. Sabemos que Michael Jackson estava a tomar alguns medicamentos, mas não iremos especular sobre isso”, declarou Craig Harvey.

Vários antigos colaboradores do cantor falaram candidamente sobre a sua alegada dependência de vários medicamentos: “Demerol”, que tomaria por via intravenosa há cerca de 20 anos, e também o ansiolítico Xanax e o anti-depressivo Zoloft. A combinação ou uso concomitante destas drogras pode ter efeitos fatais.

A autópsia de Michael Jackson durou cerca de três horas e foi acompanhada por um detective da polícia de Los Angeles. Um inquérito à morte foi instaurado pelas autoridades, mas não se trata de uma investigação criminal. É, segundo a polícia, um processo despoletado pelo facto de não haver uma certidão de óbito que declare a causa da morte.

O médico legista disse que o corpo de Michael Jackson já está disponível para ser recolhido pela família. O clã Jackson não deu conta ainda de quais são os seus planos para as cerimónias fúnebres do cantor.

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Comentário + votado

Ele esta vivo

Michael Jackson esta vivo é tudo o que tenho a dizer.

AMO.TE MICHAEL JACKSON

09.11.2009 15:25

X

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