A auditoria às contas da anterior administração da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) mostrou que a entidade tem dívidas no valor de 6,5 milhões de euros. O actual director-geral da SPA defende um corte de 40 por cento nas despesas correntes e uma redução dos custos salariais da organização.
Pedro Costa defendeu ontem, segundo fonte da SPA, que o saneamento financeiro da empresa depende dos cortes preconizados e da revisão do Acordo de Empresa, que apelidou de "megalómano".
O director-geral considera que é necessário reduzir os cargos directivos e modernizar a área informática da cooperativa e aumentar as receitas da cooperativa de autores.
A assembleia geral de ontem à noite surgiu na sequência da reunião de 30 de Março, que foi suspensa em virtude dos "novos dados relativos às contas" da sociedade. Segundo foi avançado na altura, os dados apontavam para a existência de "prejuízos que eram eliminados de modo a que as contas batessem certo", o que obrigou a actual direcção a corrigir o relatório e contas de 2003, disse à Lusa um cooperador.
O relatório e contas da actual direcção, relativo ao ano passado e que inclui a anterior gestão e nove meses da actual direcção liderada por Manuel Freire, foi aprovado por 95 votos a favor, 23 contra e quatro abstenções. Resultado idêntico mereceu o relatório do conselho fiscal, com menos um voto a favor, igual número de votos contra e mais uma abstenção. O presidente da SPA, Manuel Freire, dá hoje uma conferência de imprensa na sede da SPA, em Lisboa, para explicar os valores.



