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Acesso pago

Arquivo de Churchill poderá ser consultado online a partir de 2012

29.07.2010 - 17:18 Por Ana Dias Cordeiro

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Winston Churchill foi primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e depois entre 1951 e 1955 Winston Churchill foi primeiro-ministro entre 1940 e 1945 e depois entre 1951 e 1955 ()
Alguns dos mais célebres discursos de Winston Churchill, em rascunho, estão entre os muitos documentos que serão digitalizados e poderão passar a ser consultados online a partir de 2012, agora que as entidades que detêm os direitos sobre o património do ex-primeiro-ministro – o Churchill Archive Trust e o Churchill Heritage Ltd – chegaram a acordo com a editora Bloomsbury e o Centro de Arquivos de Churchill, onde está todo o espólio do ex-primeiro-ministro britânico (1940-1945 e 1951-1955).

Além dos discursos no Parlamento britânico - como o histórico “Combateremos nas praias” proferido em Junho de 1940 -, encontram-se também nos arquivos pessoais de Churchill registos dos seus tempos de escola, artigos que publicava em jornais para complementar o seu rendimento como político, informação sobre a longa lista de animais de estimação que tinha em Chartwell – incluindo o ganso preto, o gato Nelson, cães, ovelhas e porcos – e a correspondência que mantinha com pintores, como Walter Sickert, ou com escritores, como Bernard Shaw.

No conjunto, serão 2500 caixas de arquivo com um milhão de folhas de papel (de cartas, telegramas e fotografias) que ficarão disponíveis para consulta, mas com acesso pago, a partir de todo o mundo e que agora apenas podem ser consultados com marcação prévia no Centro de Arquivos de Churchill, no Churchill College em Cambridge.

Citado pela BBC, Nigel Newton, da Bloomsbury, diz que o arquivo é “o mais próximo que se pode chegar de uma livraria presidencial”. Também Sir Martin Gilbert, biógrafo do ex-primeiro-ministro, comparou a colecção existente nos arquivos a “uma gruta de Aladino cheia de riquezas”.

O espólio de Churchill foi comprado pelo Estado britânico aos seus herdeiros em 1995, lembra o jornal "The Guardian". E a compra, no valor de 12 milhões de libras (perto de 10 milhões de euros) gerou controvérsia. Desde então passou a estar no Centro de Arquivos de Churchill, em Cambridge, onde foi catalogado e passado para microfilme, sendo passível de consulta. O passo lógico seguinte era torná-lo acessível a todos, disse o director do Centro de Arquivos, Allen Packwood, citado pelo diário britânico. Para isso, esclareceu a Bloomsbury, indivíduos e organizações terão de pagar para ter acesso, embora a quantia não tenha ainda sido revelada.

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