O projecto de realização de uma viagem à terra natal de Le Corbusier (1887-1965), La Chaux-de-Fonds, na Suíça, e a outros locais representativos da sua obra valeu ao arquitecto Armando Rabaça (n. Coimbra, 1968) a 5.ª edição do Prémio Távora, ontem à noite anunciado em Matosinhos.
O júri deste prémio destinado a projectos de investigação através da viagem - forma de a Ordem dos Arquitectos/Secção Regional do Norte (OASRN) homenagear Fernando Távora - considerou que esta proposta se distinguiu das outras três dezenas em concurso "por utilizar a investigação das fontes primárias de Le Corbusier como ponto de partida para (re)construir a promenade architectural" deste vulto do modernismo.
"De La Chaux-de-Fonds à Voyage d"Orient - A promenade architecturale e o espaço/tempo na concepção arquitectónica de Le Corbusier" é o título do projecto de Rabaça, que este justifica por considerar que "a herança de Le Corbusier integra ainda hoje as bases disciplinares da arquitectura" e que há nela ainda muitos aspectos "que continuam por estudar".
O valor do prémio sobe este ano de cinco mil para seis mil euros e o vencedor fará a sua conferência a 4 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura, em Matosinhos.
Armando Rabaça licenciou-se no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e de Tecnologia da Universidade de Coimbra (1997), instituição a que continua ligado como professor de Projecto. Foi co-autor, com Gonçalo Canto Moniz e Nuno Morais, da obra para os Primeiros Núcleos do Museu Municipal de Aveiro. Na sua carreira profissional, actualmente sediada em Coimbra, já trabalhou com Pedro Maurício Borges e João Mendes Ribeiro.
O júri do Prémio Távora 2010 foi constituído por Rui Vilar, presidente da Gulbenkian, e pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, João Paulo Rapagão, Ana Tostões e Maria Manuel Oliveira. A Casa da Arquitectura (Matosinhos) associou-se também como nova parceira do prémio, ao lado da OASRN e da autarquia matosinhense.


