Negócio rondou os 4 milhões de euros

Aprovada a dissolução de parte da Tobis que não foi vendida a empresa angolana

24.02.2012 - 19:04 Por Lucinda Canelas, Ana Dias Cordeiro

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A identidade dos compradores ainda não é conhecida A identidade dos compradores ainda não é conhecida (Nuno Oliveira)
A assembleia geral de accionistas da Tobis aprovou esta sexta-feira, sem votos contra, a dissolução da empresa Tobis, SA, que detém os históricos estúdios de cinema português, no Lumiar em Lisboa. A votação realizou-se depois do acordo celebrado entre o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e o Banco Atlântico (angolano) em representação da Filmdrehtsich Unipessoal Lta., empresa com capitais 100% angolanos, criada especificamente para o negócio e que resultou na venda das áreas de pós-produção digital e recuperação de arquivo por um valor que ronda os quatro milhões de euros.

Apenas o equipamento relativo à pós-produção digital e ao restauro mudará agora de mãos. Os filmes - a Tobis tem no seu catálogo 25 títulos, entre os quais Canção de Lisboa e O Costa do Castelo -, o laboratório, o estúdio e restantes imóveis permanecem, para já, nas mãos do Estado que é, através do ICA, até aqui o maior accionista com mais de 96% de participação. É essa parte da empresa, não vendida, que será dissolvida.

Uma vez decidida a liquidação da empresa, será preciso voltar a fazer contas, saldar as dívidas com a segurança social, as finanças, os trabalhadores e os fornecedores, de acordo com um plano desenhado pela comissão liquidatária, acrescentou o director do ICA, para quem a dissolução da parte da empresa que não foi vendida “era a única alternativa” e a venda das áreas de pós-produção e restauro aos angolanos “um bom negócio”.

Confidencialidade do acordo
Para já, não será conhecida a identidade dos compradores por vontade dos interessados: “O comprador entende que neste momento não quer dar a cara”, explicou José Pedro Ribeiro.

Relativamente a garantias de que o património fílmico, documental e imobiliário continue à guarda do Estado, com a dissolução da empresa, José Pedro Ribeiro disse que tudo vai depender do trabalho que resultar da comissão liquidatária e depois das contas feitas quando ficar pago todo o passivo. Mas garantiu que o património fílmico está salvaguardado e ficará com o ICA ou o Estado.

Durante os próximos cinco anos, parte das instalações – não vendidas – serão alugadas à empresa compradora e essas verbas poderão servir para cobrir eventuais indemnizações a trabalhadores. A Tobis tem neste momento 53 trabalhadores que, na próxima segunda-feira, começam a ser recebidos um a um para que lhes seja dito se são transferidos para as áreas que se mantêm, e que vão pertencer à empresa compradora angolana, ou dispensados das áreas agora fechadas com a liquidação da empresa – laboratório e estúdio que serviam até aqui para filmagens de produções de televisão e cinema.



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empresa fantasma

gostaria que francisco josé viegas nos dissesse que empresa é essa tal, que passa por compradora da ...

josé amorim

27.02.2012 19:00