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Memorando a entregar hoje

APEL pede ao presidente da Câmara de Lisboa que revogue suspensão da Feira do Livro

16.05.2008 - 11:10 Por Lusa

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A APEL diz que o Grupo Leya não está inscrito pretende utilizar pavilhões diferentes dos usados por todos os editores A APEL diz que o Grupo Leya não está inscrito pretende utilizar pavilhões diferentes dos usados por todos os editores (Carlos Lopes (arquivo))
A APEL vai solicitar ao presidente da Câmara municipal de Lisboa que “revogue a decisão [tomada na quarta-feira] de suspender a montagem da Feira do Livro” e que “corresponda às expectativas” dos editores que se inscreveram no certame.

O pedido constará de um memorando a entregar hoje e que a Associação descreve como “rectificativo e pormenorizado, apoiado por documentos e não por pretensos acordos verbais”. Segundo um comunicado da APEL, o documento em questão “eliminará quaisquer dúvidas que possam ainda existir” sobre os acontecimentos que este ano marcaram a organização da Feira do Livro da capital.

“A Feira do Livro de Lisboa” – lê-se no comunicado – “é um dos mais importantes acontecimentos culturais da cidade e da área metropolitana de Lisboa. É assim desde 1930, edição após edição, sempre por iniciativa e empenho da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, responsável por todas as 77 edições já realizadas e também pela 78.ª edição da Feira do Livro de Lisboa cujo início se mantém agendado para o próximo dia 21 de Maio”.

Grupo Leya acusado de tentar condicionar a Câmara de Lisboa

Na óptica da APEL, “passadas as primeiras horas da onda de choque desde que se conheceu a decisão de suspender a montagem da Feira do Livro de Lisboa, é por demais evidente que os interesses meramente comerciais do Grupo Leya, de Miguel Pais do Amaral, estão a tentar condicionar e influenciar as atitudes e comportamentos dos serviços camarários”.

“Tal facto, já por si grave” – diz o comunicado – “tem ainda como consequência a deturpação da verdade da matéria que tem sido apresentada aos responsáveis camarários, dificultando a análise e a decisão com justeza e propriedade sobre esta matéria”.

A APEL refere, a concluir, que a 78.ª edição da Feira do Livro de Lisboa conta com 188 pavilhões inscritos, dos quais 35 foram inscritos através da UEP, num total de 119 editoras portuguesas.

Em declarações à Lusa, ontem, o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), António Baptista Lopes, reafirmou que o Grupo Leya só participará na Feira do Livro de Lisboa se utilizar os pavilhões tradicionais, iguais aos de todos os editores.

Leya quer pavilhões dferentes

“O Grupo Leya não está inscrito porque pretende utilizar pavilhões diferentes dos tradicionais, usados por todos os editores”, vincou.

A organização da 78ª Feira do Livro de Lisboa é da responsabilidade da APEL, e, segundo Baptista Lopes, “a Leya não poderá participar com pavilhões diferentes ou de outras medidas que as previstas pelo regulamento da feira”.

Também ontem, o administrador-delegado do Grupo Leya, Isaías Gomes Teixeira, garantira à Lusa que o seu grupo editorial estaria presente no Parque Eduardo VII. “Vamos estar no Parque Eduardo VII com os nossos pavilhões e os nossos autores. São públicas as autorizações da Câmara de Lisboa para estarmos lá com os nossos pavilhões.”

APEL tem agendada para hoje à tarde uma assembleia de participantes na Feira.

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É o eterno...

É o eterno conflito! Sempre achei que a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros era uma ...

Angélica Espada

17.05.2008 09:20

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