APEL desvaloriza hipótese de a Câmara retirar apoios à Feira do Livro de Lisboa

15.05.2008 - 09:23 Por Lusa
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) desvalorizou hoje a possibilidade de a Câmara de Lisboa não apoiar a Feira do Livro, garantindo que vai responder ao ofício camarário relacionado com a instalação de novos modelos de pavilhões.
A Câmara de Lisboa está a ponderar se apoia a Feira do Livro através da atribuição de um subsídio de 200 mil euros e da isenção de taxas ou se a equipara a qualquer outro grande evento comercial promovido por privados.
Ontem, a autarquia decidiu também pedir explicações urgentes à direcção da APEL sobre a instalação de novos modelos de pavilhões na Feira do Livro, nomeadamente do grupo Leya.
“A APEL vai responder até ao meio-dia de sexta-feira ao ofício da vereadora da Cultura, que integra um memorando do director Municipal de Cultura, relacionado com a Feira do Livro”, disse hoje à Lusa o presidente da Associação, Baptista Lopes.
O presidente concretizou que esse ofício integra o “único assunto polémico” relacionado com a edição da Feira do Livro deste ano e que tem a ver com a instalação de novos modelos de pavilhões, nomeadamente do grupo Leya.
Grup Leya não se inscreveu no certame
Quanto à hipótese de a câmara não apoiar a organização da Feira com o subsídio de 200 mil euros, Baptista Lopes respondeu: “Não vemos razão nenhuma para que tal venha a acontecer.”
“É um cenário que não colocámos”, frisou, adiantando que a APEL tem um bom relacionamento com a Câmara de Lisboa, que se pretende seja “preservado e desenvolvido”.
Quanto à participação do grupo Leya, o presidente da APEL disse que o grupo “não se inscreveu na Feira” e que pretendia a instalação de “stands” diferentes dos utilizados. “É uma questão de regulamento da Feira”, referiu.
APEL vai reunir-se sexta-feira, ao final da tarde, com todos os participantes da Feira para prestar informações aos editores e dar conta do estado da organização do evento, contou o presidente da Associação.
A questão da participação do grupo Leya, representada pela União dos Editores Portugueses (UEP), tem sido o ponto de discórdia entre a APEL e a Câmara de Lisboa.
De acordo com a autarquia, chegou a existir uma base de entendimento entre a UEP e a APEL, que passava por a Associação de Portuguesa de Editores e Livreiros acolher as inovações propostas pela União dos Editores Portugueses, designadamente novas propostas de plantas para a implantação de pavilhões e novos “designs” dos pavilhões. Contudo, refere a câmara, a APEL recusou agora a instalação desses pavilhões.


