Feira do Livro poderá ser inaugurada na sexta-feira

APEL autoriza pavilhões diferenciados para o grupo LeYa

17.05.2008 - 15:11 Por Lusa

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A APEL culpa a Leya pela eventual  ausência de escritores editados pelo grupo A APEL culpa a Leya pela eventual ausência de escritores editados pelo grupo (Malte Jaeger (arquivo))
A Feira do Livro no Parque Eduardo VII vai receber pavilhões diferenciados e poderá abrir ainda no final da próxima semana, afirmou hoje a direcção da União dos Editores Portugueses (UEP). "O grupo LeYa pode instalar pavilhões de modelo diferente dos tradicionais. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, depois de uma reunião de mais de seis horas. Falta apenas assinar segunda-feira esse acordo", afirmou Carlos Veiga Ferreira, da direcção da UEP.

Na reunião participaram a Câmara de Lisboa, a UEP e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que estavam em desacordo quanto à organização da 78ª edição daquela feira.

No centro da polémica - que levou a Câmara a suspender a montagem dos pavilhões e a adiar a abertura da feira, inicialmente prevista para a próxima quarta-feira - estava a recusa da APEL em autorizar pavilhões diferenciados para o grupo LeYa, que detém algumas das editoras com mais autores nacionais (Dom Quixote, Caminho, Oficina do Livro).

A APEL recusa no entanto que o acordo esteja já firmado: "As negociações começaram sexta-feira e estão ainda a decorrer. Não há nenhuma decisão tomada", afirmou Alexandra Melo da APEL. Mas Carlos Veiga Ferreira diz que a APEL falta à verdade: "Isso é mentira. Houve acordo sim, no sentido de permitir os pavilhões diferenciados. Falta apenas assinar esse compromisso, o que está marcado para segunda-feira".

Quanto à data de abertura da Feira do Livro, a UEP diz que está "ainda pendente" e que depende de "pormenores técnicos". "Mas espero que sexta-feira já seja possível" abrir a feira, adiantou.

Subsídio em causa

O acordo entre a UEP e APEL foi anunciado na noite de sexta-feira, num comunicado conjunto divulgado pela câmara de Lisboa. Uma das questões em análise na reunião foi o subsídio de 200 mil euros prometido pela autarquia para a organização do evento, que está a cargo da APEL. A APEL requereu à autarquia a declaração de interesse público para o certame, remetendo para a Leya qualquer responsabilidade pela ausência de escritores editados pelo grupo, como Lobo Antunes, Mário de Carvalho ou Lídia Jorge.

A Câmara de Lisboa pediu esta semana à APEL, com carácter de urgência, explicações sobre a recusa em instalar os novos modelos de pavilhão na Feira do Livro, tendo os trabalhos de montagem chegado a estar suspensos por ordem da autarquia.

A feira do Livro de Lisboa estava marcada para decorrer de 21 de Maio a 10 de Junho no Parque Eduardo VII.

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APEL...

Seja vitória ou não, a questão foi mesquinha e demonstrou que a questão era mínima em face do ...

Carlos

18.05.2008 12:25

X

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