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Polémica sobre a Feira do Livro de Lisboa continua

APEL acusa director municipal de cultura da Câmara de Lisboa de favorecer grupo Leya

15.05.2008 - 13:44 Por Ana Henriques

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Em causa está o facto de o município ter autorizado a Leya a usar pavilhões diferenciados na Feira Em causa está o facto de o município ter autorizado a Leya a usar pavilhões diferenciados na Feira (Pedro Cunha (arquivo))
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), à qual a Câmara de Lisboa entregou o Parque Eduardo VII para a realização da Feira do Livro, acusa o director municipal de cultura da autarquia de favorecer os interesses do maior grupo editorial português, o grupo Leya, de Pais do Amaral, no que respeita à realização do evento.

Em causa está o facto de o município ter autorizado a Leya a usar pavilhões diferenciados na Feira, cujo arranque está marcado para o próximo dia 21, contra a vontade da APEL. Ontem os serviços camarários suspenderam a montagem dos pavilhões, alegando que a APEL não tinha submetido à sua consideração o “layout” final da implantação dos “stands” no recinto.

A APEL diz não compreender a posição do director municipal, “que só serve os propósitos empresariais do Grupo Leya e menospreza os interesses comuns e gerais do mundo editorial português representado maioritariamente na feira”. E assegura que “salvaguardou todos os requisitos impostos pela Câmara Municipal de Lisboa para a cedência do espaço e para o apoio a este evento” – algo que a autarquia tem posto em causa, alegando que a associação se comprometeu a autorizar pavilhões diferentes das tradicionais barraquinhas em troca da cedência do espaço.

“Os trabalhos de montagem da Feira do Livro foram inesperadamente suspensos nos termos de uma decisão verbal do senhor director municipal de cultura, que não foi fundamentada nem formalizada até este momento”, refere ainda o comunicado da APEL, emitido ontem perto da meia-noite.

“Em face desta situação, que compromete a realização da feira, a APEL manifesta a sua estranheza e incompreensão em face dos graves inconvenientes, transtornos e prejuízos para os editores portugueses e relativamente aos quais declina, desde já, qualquer responsabilidade moral ou económica”. Já depois de ter sido instada pela câmara a fornecer explicações sobre o imbróglio, a APEL pediu uma audiência à vereadora da Cultura.

A Leya é sócia da União de Editores Portugueses (UEP), agremiação rival da APEL que se tem batido pelos pavilhões diferenciados. Mas a posição da UEP neste conflito não tem sido pacífica entre os seus sócios, alguns defendem pavilhões iguais para todos os editores. É o caso de Guilherme Valente, da Gradiva, que anunciou há poucos minutos a sua saída desta associação. “A situação e o comportamento do Grupo Leya na UEP (União dos Editores Portugueses), perverte, em meu entender, o seu carácter e inviabiliza a sua acção de Associação de Editores. Sendo assim, não resta a mim próprio nem à Gradiva outra alternativa de inteligência, dignidade e coerência que não seja a desvinculação da UEP”, explica o editor, em comunicado.

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Lobismos

Bom deve haver aqui gente que deve trabalhar para um dos lados. Quanto ganharão pelo serviço de ...

Carlos Pereira

15.05.2008 23:44

X

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