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Alguns livros e estante robótica ficaram por vender no leilão da Byblos

03.02.2010 - 17:44 Por Lusa

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A Byblos fechou portas em 2008 com uma dívida orçada em 7,5 milhões de euros A Byblos fechou portas em 2008 com uma dívida orçada em 7,5 milhões de euros (Rui Gaudêncio)
O material existente na extinta Livraria Byblos, em Lisboa, foi hoje “quase totalmente vendido” em leilão. A leiloeira responsável pela venda não divulgou o valor arrecadado, adiantando apenas que ficaram sem interessados “alguns lotes de livros e a estante robótica”.

A leilão foram 50 mil livros, prateleiras, estantes, mesas, cadeiras, peluches, material didáctico e de cafetaria. “Apenas não vendemos alguns lotes de livros e a estante robótica”, disse Marta Augusto da Leilosoc, a empresa com sede no Porto encarregue do leilão.

Marta Augusto explicou que não serão para já avançados as verbas obtidas com o leilão. “As contas serão prestadas ao administrador judicial pelo que não podem ser tornadas públicas”, afirmou.

A Byblos foi a maior livraria do país e a primeira no mundo com um sistema tecnológico de ecrãs tácteis que permitia localizar o livro na prateleira.

A inauguração deste projecto, liderado pelo empresário Américo Areal, contou com a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

A livraria, localizada nas Amoreiras, esteve aberta de 6 de Dezembro de 2007 a 20 de Novembro de 2008, tendo sido apresentado por Américo Areal o processo de insolvência.

Em Julho do ano passado, a assembleia de credores chumbou um projecto de viabilização que propunha um espaço mais pequeno e o perdão de 75 por cento da dívida, orçada em 7,5 milhões de euros.

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