Acordo Ortográfico: Ministro brasileiro da Educação quer acertar com Portugal implantação 
17.05.2008 - 15:39 Por Lusa
O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje que o Brasil quer acertar agora com Portugal uma agenda para implantar as medidas propostas no Acordo Ortográfico, após a aprovação pelo Parlamento português na sexta-feira do segundo protocolo modificativo.
O governo brasileiro recebeu com muita satisfação a decisão da Assembleia da República de Portugal de aprovar o segundo protocolo modificativo, que abre caminho para a entrada em vigor do Acordo Ortográfico em Portugal.
"O Acordo Ortográfico simboliza o sentimento de unidade dos países de língua portuguesa e permitirá o aprofundamento da cooperação e integração internacional entre os países membros da CPLP", declarou Haddad. O ministro brasileiro disse, ainda, que quer marcar duas reuniões com a sua homóloga portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, uma em Lisboa e outra em Brasília, para acertar o cronograma de implantação das medidas estabelecidas no Acordo Ortográfico.
Nesse encontro, o ministro apresentará a Portugal a proposta elaborada pela Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (COLIP), que prevê o início da reforma ortográfica da língua portuguesa no Brasil já a partir de Janeiro de 2009. Esta proposta prevê um prazo de transição de três anos para que a nova ortografia seja plenamente adoptada no Brasil.
O ministro informou, também, que já ordenou à Secretaria de Educação Básica a produção de um manual com as medidas do Acordo Ortográfico e instruções para os professores, que será distribuído pela Rede Pública de Educação Básica em todo o Brasil.
A Academia Brasileira de Letras recebeu com entusiasmo a decisão da Assembleia da República de Portugal, considerando a aprovação como um "marco histórico". "Inscreve-se, finalmente, a língua portuguesa no rol daquelas que conseguiram beneficiar-se há mais tempo da unificação de seu sistema de grafar, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, difusão e ilustração da língua da lusofonia", afirmou o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni.
Na opinião do académico Marcos Vilaça, que presidiu a ABL entre 2006-2007 e cuja gestão incentivou a aceleração do processo para a aprovação do Acordo, Portugal acaba de dar "prova de grande maturidade e modernidade". "A simplificação do emprego do idioma vai possibilitar o incremento das relações culturais na comunidade lusófona", destacou.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

