• Aprender a dizer não aos pedidos dos filhos
  • O desafio do Facebook é o negócio dele sermos nós
  • Mais de nove mil milhões de petróleo

Celebração do 31 de Janeiro no Porto inaugura comemoração do centenário

“A República não pode deixar de ser uma coisa santa”

30.01.2010 - 22:00 Por António Arnaldo Mesquita

  • Votar 
  •  | 
  •  7 votos 
A recriação do 31 de Janeiro deixou a Rua de Santo António "cheia de cadáveres" A recriação do 31 de Janeiro deixou a Rua de Santo António "cheia de cadáveres" (Adriano Miranda)
“Não sei o que é a República, mas não pode deixar de ser uma coisa santa”, admitia um cidadão quando os “revoltosos” do 31 de Janeiro desciam a Rua do Almada em direcção à Praça Nova, no sítio onde hoje é a Praça da Liberdade, no Porto.

A frase foi dita durante a evocação da revolução que chegou a permitir a proclamação da República, no Porto, onde a monarquia foi derrubada por nove horas.

A pressa dos revoltosos em darem a notícia ao país, através do Telégrafo, [Correios] na Praça da Batalha, foi fatal. Ao cimo da Rua de Santo António, a Guarda Municipal disparou contra os militares e civis que subiam a rua, que ficou pejada de cadáveres.

A rendição acabaria por se registar, sem os sediciosos derrotados saberem que tropas da província estavam, nessa altura, às portas da cidade, regressando às casernas, sem cumprirem o que se propunham: implantar a República.

Na reconstituição de ontem, a varanda da sede do Banco de Portugal foi usada como se fosse a da antiga Câmara Municipal do Porto, que fechava a Praça Nova e que foi desmantelada, nos anos 30 do século XX, para dar lugar à Avenida dos Aliados.

A reconstituição na Praça da Liberdade foi antecedida por uma representação de actores do Seiva Trupe dos Ecos do 31 de Janeiro, no átrio da sede da companhia.

A colagem de cenas mostrou como a Portuguesa acabaria por se sobrepor à Marselhesa nas manifestações populares de finais do século XIX. E também divergências entre membros do directório do Partido Republicano Português (PRP).

“As revoluções não se apregoam, fazem-se”, dizia Homem Christo, o líder do PRP. E Alves da Veiga, dirigente do Porto do PRP, desabafava: “Se estamos à espera de Lisboa, estamos bem arranjados...” O desabafo fez sorrir muita gente, nomeadamente o presidente da Comissão do Centenário da I República, Artur Santos Silva, bisneto de um dos revoltosos, que foi julgado como muitos outros num Tribunal Marcial, num barco ancorado ao largo de Matosinhos.

Estatísticas

  • 4 leitores
  • 20 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1420590

Comentário + votado

Referendo

A República foi-nos imposta pela força e por atentados terroristas, que a 1 de Fevereiro mataram o ...

Rodrigo Pereira Coutinho

30.01.2010 22:18