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Ballast , o melhor filme a concurso, é vencedor máximo da competição do festival

A nova América triunfa no IndieLisboa

02.05.2009 - 22:30 Por Jorge Mourinha

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Ballast, a extraordinária primeira longa-metragem do americano Lance Hammer, é o vencedor da competição oficial do festival lisboeta Ballast, a extraordinária primeira longa-metragem do americano Lance Hammer, é o vencedor da competição oficial do festival lisboeta (DR)
Está entregue o prémio máximo do IndieLisboa 2009 — e bem entregue: Ballast, a extraordinária primeira longa-metragem do americano Lance Hammer, é o vencedor da competição oficial do festival lisboeta, anunciado na noite de ontem no cinema São Jorge.

Os júris premiaram ainda Jalainur, do chinês Zhao Ye, e Ruínas, de Manuel Mozos; o público, esse, atribuiu o seu prémio ao documentário de Richard Brouillette L’Encerclement.

O júri internacional formado por Marco Müller, director do Festival de Veneza, pela actriz Inês de Medeiros, pelo realizador Rabah Ameur-Zaïmeche e pelos programadores Christoph Terhechte e Raymond Walraven, premiou claramente o melhor filme exibido na selecção competitiva 2009 e, ao mesmo tempo, um fortíssimo símbolo da renovação do cinema independente americano, cada vez mais atento às pequenas histórias da América real. A primeira obra de Lance Hammer, sobre uma família disfuncional e desintegrada do delta do Mississíppi que um suicídio acaba inesperadamente por aproximar, causou sensação nos festivais de Sundance e Berlim e foi um dos filmes americanos mais aclamados de 2008.

Jalainur, segunda longa do chinês Zhao Ye, ficção com elementos documentais que acompanha os últimos dias de trabalho de um maquinista de comboios que trabalha numa mina a céu aberto na Mongólia, recebeu o Prémio de Distribuição.

O prémio de melhor longa-metragem portuguesa coube ao documentário experimental de Manuel Mozos Ruínas, sobre os efeitos do tempo que passa sobre uma série de edifícios e construções abandonadas.

Ainda na longa-metragem, júris separados entregaram o Prémio FIPRESCI a The Happiest Girl in the World, comédia satírica romena de Radu Jude e o Prémio Amnistia Internacional ao documentário do mexicano Eugenio Polgovsky Los Herederos.

Na categoria de curtas-metragens, o júri formado pela realizadora Isabel Aboim Inglez, pelo produtor Benjamin Merguet e pelo programador Peter Taylor atribuiu o grande prémio ao filme experimental francês Kempinski, de Neil Beloufa, e o prémio de melhor curta-metragem portuguesa a Arena, de João Salaviza, que estará a concurso nas próximas semanas no Festival de Cannes. Também premiados foram Alasca, de Miguel Seabra Lopes (melhor fotografia de uma cur-

ta portuguesa), Pássaros, de Filipe Abranches (prémio Restart para melhor realizador) e Visionary Iraq, de Gabriel Abrantes (prémio Novo Talento Fnac).

Já o público presente no festival optou por uma outra escolha de filmes. Na categoria de longa-metragem, recompensou L’Encerclement, documentário do canadiano Richard Brouillette sobre a ideologia liberal; na curta-metragem, premiou o documentário português de Tiago Hespanha Visita Guiada; e o público da secção infanto-juvenil IndieJunior atribuiu o seu prémio à longa islandesa de Ari Kristinsson No Network.

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Comentário + votado

Estive lá, e...

... confesso que achei que o Ballast era um pouco fraco para filme (unanimemente!) premiado. Com ...

André

03.05.2009 02:24

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