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Comissária revela desafios

A cultura fica hoje na agenda política da UE

27.04.2010 - 09:14 Por Vítor Belanciano

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A comissária para a Educação e Cultura, Androulla Vassiliou, revela hoje os principais desafios que se levantam às indústrias culturais e criativas. A comissária para a Educação e Cultura, Androulla Vassiliou, revela hoje os principais desafios que se levantam às indústrias culturais e criativas. (Reuteurs (arquivo))
As indústrias culturais e criativas (ICC) são factor de desenvolvimento, disseram e repetiram estudos científicos revelados ao longo dos últimos anos. E quem pode operar mudanças, os políticos, parece ter já incorporado o discurso. Falta passar à prática. Para isso, como ferramenta, a Comissão Europeia criou um Livro Verde, um documento que pretende estruturar o sector e que veicula uma mensagem clara: se quiser fortalecer-se economicamente, a Europa deve investir mais em sectores como a música, o cinema, os media, a moda, as artes plásticas, o design, a publicidade, a arquitectura, o turismo cultural, as artes performativas ou o património.

"A recessão força-nos a repensar modelos económicos e a encontrar formas de crescimento sustentáveis e inclusivos", diz-nos a directora-geral da Comissão Europeia de Educação e Cultura, a francesa Odile Quintin, referindo que o Livro Verde pretende gerar discussão, mas também acção política, devendo ser visto num horizonte vasto - o da Estratégia Europeia para 2020.

Hoje, em Bruxelas, em conferência - às 12h -, a comissária para a Educação e Cultura, Androulla Vassiliou, revela os principais desafios que se levantam às ICC: o financiamento, a internacionalização, as novas competências derivadas das mutações digitais, a propriedade intelectual e a gestão dos direitos de autor e o desenvolvimento territorial. No Livro - o PÚBLICO teve acesso ao esboço - explica-se que o desafio é desenvolver a capacidade de experimentar e inovar, promover um acesso fácil aos fundos europeus já existentes, ajudando as ICC a desenvolverem-se regionalmente. O objectivo último: a mobilidade global. Em fundo, o plano de reconverter o sector nos próximos dez anos.

"Para termos sucesso na economia global dependemos da capacidade de inovar. Os nossos esforços têm que ser dirigidos no sentido de criar condições para que possamos retirar o melhor das ICC", diz Odile Quintin, invocando um estudo da Comissão, em que é explicitado que as ICC são um dos sectores mais dinâmicos da Europa, providenciando 5 milhões de postos de trabalho, representando 2,6 por cento do PIB europeu, com um índice de crescimento superior aos restantes sectores da economia, nomeadamente indústrias como a química e automóvel.

Mas nem só de estudos foi feito o Livro. Há também exemplos de boas práticas e relatórios de peritos, como o português José Fernando Freire de Sousa, que lidera o grupo de trabalho sobre indústrias criativas.

Para ele, todos os passos foram dados no sentido de provar que a cultura e a criatividade são mesmo alavanca de desenvolvimento. Falta os políticos colocarem o assunto na agenda. "Na maior parte dos países, em graus diferentes, o discurso político - incluindo na União Europeia - ainda não incorporou que a cultura é importante do ponto de vista da inovação e do crescimento económico", diz. E este é o momento para alterar a situação. "É uma questão estratégica perceber que todos podem ganhar: a economia pode crescer e a cultura pode ganhar mais expressão. É um caminho de aproximação e que na União Europeia está a ser percorrido, aos poucos."

Há dois anos a trabalhar na Comissão Europeia e a seguir a preparação do Livro, através da unidade de Políticas Culturais, José Amaral Costa alinha pela mesma lógica. "Os ingleses foram dos primeiros a ter um plano estratégico nacional de apoio às indústrias criativas e culturais. É o próprio primeiro-ministro Gordon Brown o coordenador desse plano, porque se entendeu que se o Reino Unido quer continuar a ser uma economia forte tem que aprofundar as medidas de apoio."

Nem tudo é pacífico nas ICC

Mas não foram apenas os ingleses que fizeram um plano com medidas e objectivos concretos, obrigando à colaboração entre sectores como a economia, a educação e a cultura, autoridades locais e centrais. Um dos casos mais citados por diversos agentes é o da Estónia - que adoptou um plano estratégico, o Creative Estónia, inspirado no modelo inglês -, onde existiu uma aposta decidida do poder político. "Mas não é apenas a Estónia", diz Costa, "regiões irlandesas ou holandesas também. Os outros já estão a fazer, nós ainda estamos a analisar como é que vamos fazer. Não podemos esperar." Aqui ao lado, a Espanha já passou à acção em 2009 com o plano para a promoção e o fomento das ICC, do qual beneficiaram 450 entidades.

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Quem nos dera

Quem nos dera a nós senhor vg, que Liliput tivesse mais antigos criados de mesas como este a qual o ...

Bem disposto

27.04.2010 11:40

X

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