A multinacional farmacêutica Merck interrompeu os ensaios clínicos em grande escala de uma vacina contra a sida, porque esta não evitava nem sequer reduzia a severidade das novas infecções.
Esta vacina era a considerada mais promissora até agora, pelo que este anúncio foi recebido com bastante pessimismo.
A única outra vacina contra a infecção pelo HIV a chegar à fase de ensaios clínicos alargados baseava-se numa abordagem tradicional, diz o "The New York Times": estimulava o sistema imunitário a produzir anticorpos contra o vírus. Como os resultados tinham sido maus, os cientistas conceberam outra estratégia para esta vacina da Merck.
As vacinas tradicionais tiram proveito do braço defensivo do sistema imunitário, por assim dizer. Esta vacina procurava estimular a parte ofensiva: as células T, algumas das quais atacam e destroem os agentes infecciosos. Entre as pessoas já infectadas pelo HIV, as que melhor resistem ao desenvolvimento da doença são as que têm respostas mais fortes das células T. Tudo levava a crer que fosse um bom caminho a testar.
Mas o vírus da sida continua a iludir os cientistas. O ensaio em cerca de 3000 pessoas começou no fim de 2004, e só devia terminar no fim de 2008. Só que a ineficácia da vacina era tão clara que se considerou melhor acabar com os testes já.


