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Sondas da NASA revelam o primeiro vídeo do lado oculto da Lua

02.02.2012 - 15:57 Por Helena Geraldes

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Imagem do Pólo Sul do lado oculto da Lua Imagem do Pólo Sul do lado oculto da Lua (NASA/JPL-Caltech)
Uma das duas sondas "gémeas" que estão na órbita da Lua desde o final do ano passado enviou para a Terra o primeiro vídeo do lado oculto lunar, informou nesta quinta-feira a agência espacial norte-americana (NASA).

As imagens têm 30 segundos e foram captadadas a 19 de Janeiro pela sonda Ebb, uma das duas sondas GRAIL (Gravity Recovery And Interior Laboratory), lançadas a 10 de Setembro de 2011 de Cabo Canaveral, na Florida, para ajudarem a produzir o mapa mais detalhado de sempre do campo gravitacional da Lua.

No vídeo, captado pela câmara MoonKAM, é visível o lado oculto da Lua, de Pólo a Pólo; o pólo Norte é visível no topo da imagem, à medida que a sonda se desloca em direcção ao Pólo Sul, passando por várias crateras – como a cratera Drygalski, com 149 quilómetros e uma forma de estrela ao centro – e por uma superfície acidentada, marcada pelas inúmeras colisões de cometas e asteróides.

As imagens são raras porque a parte da Lua que está oculta a partir da Terra é sempre a mesma. Apesar de a Lua ter um movimento de rotação, ou seja, roda sobre o seu próprio eixo, este movimento demora tanto como o tempo do satélite a dar uma volta em torno da Terra. Como consequência, a Lua mostra sempre a mesma face e esconde sempre a mesma metade.

A câmara MoonKAM faz parte de um projecto educativo para promover o interesse dos alunos norte-americanos pela ciência. “A qualidade do vídeo é excelente e deverá incentivar os alunos a prepararem-se para explorar a Lua”, disse a principal investigadora do Instituto Massachusetts de Tecnologia, em Cambridge.

As duas sondas, chamadas Ebb e Flow, deverão baixar as suas órbitas até uma altitude de 55 quilómetros em relação à Lua. Durante a sua missão, ambas deverão “responder a questões de há muito tempo sobre a Lua e permitir aos cientistas saberem mais sobre a formação da Terra e de outros planetas do sistema solar”, segundo um comunicado da NASA.



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