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Através de possíveis vestígios de doenças

Segredos das múmias egípcias podem ser úteis para a medicina moderna

29.03.2005 - 12:58

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Com a ajuda do ADN, os cientistas tentam comparar as doenças que afectaram o Antigo Egipto com as que atacam agora o Homem Com a ajuda do ADN, os cientistas tentam comparar as doenças que afectaram o Antigo Egipto com as que atacam agora o Homem (DR)
As múmias conservadas em vários museus de todo o mundo começam a revelar segredos que podem ser de grande utilidade para a medicina moderna, através de possíveis vestígios de doenças que tenham afectado o ser humano, nomeadamente no Antigo Egipto.

Um grupo de cientistas retirou amostras de tecidos de mais de um milhar de múmias para elaborar um mapa médico que indica a evolução de algumas doenças durante cinco mil anos de história.

Segundo o diário britânico "The Times", os egiptólogos do Centro de Egiptologia Biomédica da Universidade de Manchester, em Inglaterra, estudaram a evolução da esquistossomíase, uma doença do aparelho digestivo conhecida por bilharziose (infecção provocada por um parasita que vive em águas contaminadas), desde a antiguidade até aos dias de hoje.

Os peritos descobriram que mesmo um estilo de vida privilegiado entre os antigos egípcios não impedia os sintomas debilitadores que podiam levar à morte dolorosa por culpa do parasita que causa a doença. As classes altas da sociedade egípcia nadavam em piscinas alimentadas pela água dos mesmos canais usados pelo resto da população e onde se desenvolviam as larvas.

Os cientistas dirigem agora a sua atenção para outras doenças importantes como o paludismo, assim como outros vírus, acreditando poder comparar, com ajuda do ADN, as doenças que afectaram os nossos antepassados com as que atacam actualmente a humanidade.

Segundo a professora Rosalie David, directora do centro biomédico, as múmias "representam um museu das doenças".

A chave para a exploração dos segredos dos túmulos foi o desenvolvimento, por Patrícia Rutherford, da imunocitoquímica como ferramenta de diagnóstico para detectar a presença da bilharziose no corpo humano.

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