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Final Europeia para Jovens Cientistas

Portugueses escolhidos para final de concurso científico

22.08.2010 - 09:30 Por Maria Antónia Zacarias

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Alunos estudaram esferas na falésia perto da Zambujeira do Mar Alunos estudaram esferas na falésia perto da Zambujeira do Mar (Foto: Pedro Cunha)
Em 90 projectos da fase final do Concurso Nacional de Jovens Cientistas, há dois portugueses. Um de alunos do Alentejo, outro de estudantes dos Açores.

Dois projectos científicos, um açoriano e outro alentejano, vão representar Portugal na Final Europeia para Jovens Cientistas que irá decorrer em Lisboa, em Setembro, numa iniciativa organizada pela Fundação da Juventude. O programa de biomonotorização da doença vibroacústica e os mistérios escritos na pedra das Rochas do Sudoeste vão estar em disputa nesta Final Europeia que vai receber a concurso cerca de 90 projectos, realizados por cerca de 150 jovens cientistas, de 40 países.

A qualidade dos projectos, bem como o raciocínio, a criatividade, a experimentação do estudo e a originalidade, foram critérios apreciados pelo júri do Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores, que seleccionou, dos 101 projectos portugueses, apenas dois.

O primeiro lugar foi atribuído ao programa de biomonotorização da doença vibroacústica causada pela exposição excessiva a ruídos de baixa frequência a que muitas pessoas estão sujeitas. Foi desenvolvido por três alunos (Carla Raposo, Filipe Amaral e Tiago Costa) da Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, Açores. O segundo lugar distinguiu os dois estudantes (Inês Marques e Kristoffer de Sá Hog) da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira, com a investigação efectuada sobre a génese de algumas esferas de arenito muito perfeitas que ocorrem na falésia entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal.

Paula Canha, coordenadora do projecto de Odemira, e docente dos dois alunos alentejanos, explicou que foi numa saída de campo entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal que os jovens observaram na falésia algumas estruturas rochosas de arenito em forma de esferas, algumas muito perfeitas, num estrato de areia não consolidada. "Intrigados acerca deste fenómeno, decidiram perguntar a diferentes geólogos qual seria a génese daqueles arenitos com forma tão regular. Contudo, ninguém soube responder", contou.

Perante a falta de respostas, decidiram investigar a génese destas esferas de arenito. "Fizemos desenhos e esquemas dos estratos, fotografámos as esferas, fizemos colheita de algumas esferas e da areia que as envolve, estudámos no laboratório a composição e características dos materiais e lemos muito sobre a história geológica da região", afirmaram os jovens investigadores.

Após os estudos, os alunos concluíram que a camada onde se formaram as esferas foi depositada pelo mar, quando o nível da água se encontrava muitas dezenas de metros acima do actual.

"Neste sentido, consideramos que a formação das esferas deve estar relacionada com uma fonte de carbonatos que se distribuiu de forma desigual na camada onde se formaram as esferas", concluíram. No entanto, outras duas hipóteses estão a ser investigadas.


O número: 150 jovens centistas, provenientes de 40 países, é o total de participantes da fase final do concurso promovido pela Fundação da Juventude e que vai decorrer em Setembro, em Lisboa.

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