Novas imagens mostram até os trilhos dos astronautas da Apolo 17 na Lua

06.09.2011 - 18:36 Por Clara Barata
A NASA acaba de divulgar novas imagens dos locais de alunagem das missões Apolo 12, 14 e 17, obtidas a partir do espaço pela sonda Lunar Reconaissance Orbiter. É possível até reconhecer o trilho deixado pelos astronautas da Apolo 17 no fino solo lunar, em 1972, a última missão tripulada ao satélite natural da Terra.
O trilho do carrinho lunar, onde durante a missão de três dias no Vale Taurus-Littrow viajaram os astronautas Jack Schmitt – o primeiro e último geólogo a visitar a Lua – e o comandante Eugene Cernan é também visível nestas imagens, que mostram os instrumentos científicos deixados no satélite rochoso.
“Podemos traçar os passos dos astronautas com uma maior clareza e até ver onde apanharam amostras”, disse Noah Petro, um geólogo lunar do Centro Goddard da NASA, numa conferência de imprensa em que foram apresentadas as novas imagens.
Podem ver-se também o equipamento deixado na Lua pela Apolo 12 e a Apolo 14 e os passos dos astronautas Alan Shepard e Edgar Mitchell, da Apolo 14 (no seu segundo passeio lunar, Shepard deu duas tacadas numas bolas de golfe que levou de propósito, para aproveitar a reduzida gravidade da Lua).
É possível ver estes trilhos como se os astronautas lá estivessem acabado de estar porque a Lua praticamente não sofre erosão: como não tem quase atmosfera nenhuma, nem água no estado líquido, não sofre os efeitos do vento e da água. A sua superfície é praticamente um fóssil, fora os efeitos da queda de um meteorito ou outro.
O que possibilitou obter estas imagens com grande definição foi a nova câmara de ângulo estreito e de baixa altitude da Lunar Reconaissance Orbiter. “Um bom exemplo disso é a nitidez das marcas deixadas pelo veículo lunar da Apolo 17. Nas imagens que tínhamos até agora, eram visíveis, mas agora são mesmo linhas paralelas na superfície da Lua”, comentou Mark Robinson, da Universidade Estadual do Arizona e investigador principal deste equipamento da sonda, citado num comunicado da NASA. A sonda, em órbita da Lua, desceu até uma altitude de apenas 21 quilómetros acima da superfície para obter estas imagens.
Notícia alterada a 7 Setembro para falar sobre ausência de erosão

