Morreu o Nobel da Física Georges Charpak, inventor de detectores de partículas

30.09.2010 - 20:19 Por PÚBLICO
Georges Charpak, inventor de detectores de partículas subatómicas usados para descobrir os mistérios da matéria, entusiasta da divulgação científica, sobrevivente de um campo de concentração — a sua vida foi longa e cheia. Morreu na quarta-feira, aos 86 anos, anunciou o Ministério da Ciência francês.
Nascido a 8 de Março de 1925, numa família judia da Polónia oriental, Charpak partiu para França com a família aos sete anos. Foi lá que se recusou a usar a estrela amarela que os nazis impunham aos que tivessem a sua fé, e foi de lá que foi enviado para Dachau, quando a França foi ocupada, em 1941. Pertenceu à Resistência, mas foi capturado em 1944.
Após a guerra, entrou para o Centro Europeu de Investigação Nuclear — o famoso CERN —, na fronteira entre a Suíça e a França. Ali não se inventavam bombas, antes se procurava descobrir como se formou o Universo.
Em 1992 o seu trabalho foi premiado com o Nobel da Física — pela “invenção e desenvolvimento de detectores de partículas, em especial a câmara proporcional multifios”, em 1968.
Em 1996 lançou a associação Com as Mãos na Massa, para dinamizar acções de divulgação da ciência para crianças da escola, em que elas mexessem mesmo em experiências e materiais científicos — uma inspiração para programas como o Ciência Viva português.
Notícia corrigida dia 01.10.2010, às 15h25

