Começou hoje em Berlim uma reunião de dois dias dos ministros europeus para debater os objectivos espaciais da agência espacial europeia (ESA) até 2010. Em cima da mesa está o orçamento da agência e a diminuição da dependência de tecnologias estrangeiras.
“Devemos consolidar a posição da Europa”, declarou o ministro holandês da Economia, Laurens Jan Brinkhorst, na abertura do conselho que reúne os 27 ministros responsáveis pela política espacial da ESA. “Isso só será possível se a Europa utilizar melhor os recursos disponíveis da ESA e os países membros”.
Num contexto internacional pouco favorável, quando diminuem os contratos comerciais que rentabilizam as tecnologias desenvolvidas graças a fundos públicos, a ESA propõe uma série de programas para 2006-2010, representando um total de 8,8 mil milhões de euros em novos investimentos. Desses, 1,10 mil milhões deverão ser investidos nos lançadores espaciais europeus.
Foi submetida aos ministros uma resolução segundo a qual os países membros da ESA se comprometem a utilizar os lançadores europeus – como o Ariane-5 e o Vega – ou russos – Souiz -, desde que sejam lançados a partir do centro espacial da ESA em Kourou, na Guiana Francesa.
A ESA quer participar numa futura base lunar habitada, enviar um robot de exploração para Marte e analisar a cooperação com o projecto russo de “avião do espaço” (“Clipper”), destinado a abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS). A UE conta com a agência espacial para criar uma capacidade europeia de vigilância da Terra.
Caso o conjunto dos programas propostos pela ESA sejam adoptados, o orçamento anual deverá sofrer poucas alterações, fixando-se nos 2,8 mil milhões de euros, segundo o porta-voz da agência, Franco Bonacina.


