O Grande Acelerador de Hadrões (conhecido pela sigla em inglês, LHC) europeu voltou a parar durante uma semana devido a um “problema técnico” que já foi reparado.
O primeiro problema foi um ataque de “hackers” registado no dia da experiência e noticiado alguns dias depois. Desta vez, a equipa do CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear) responsável pelo enorme LHC fala de um problema eléctrico que afectou o sistema de refrigeração do circuito de 27 quilómetros que foi instalado 100 metros debaixo da terra. A enorme máquina estava parada desde a quinta-feira da semana passada para substituição do transformador de 30 toneladas, referiu à AFP o porta-voz da organização James Gillies. Só ontem, após a reparação do problema, a imprensa foi notificada sobre esta avaria.
Para o responsável o pára-arranca é normal. Segundo explica, decorre ainda uma “fase de ensaios” na complexa estrutura e as paragens são normais.
O LHC começou a funcionar no passado dia 10 de Setembro numa cerimónia de pompa e circunstância. Trata-se de um projecto faraónico que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos, procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, e é considerado a experiência científica do século. É a maior máquina do mundo, tão grande e sofisticada que não poderia nunca ser fabricada por uma única empresa, ou um único país. Envolve 6000 cientistas, levou uma década a construir e custou dez mil milhões de dólares.
O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do Universo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do Universo", segundo o director do CERN, Robert Aymar. Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC.
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