A Motoman, empresa líder mundial em robótica apresentou hoje, na Universidade de Coimbra, o primeiro robô redundante de sete eixos, concebido para solucionar situações industriais exigentes, em espaços muito limitados, como a montagem de automóveis.
Trata-se de um robô que se adapta a ambientes de trabalho adversos, devido à sua elevada mobilidade em espaços muito limitados.
A apresentação a nível mundial decorreu no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), contando com a presença de cerca de 150 pessoas, entre académicos e industriais de Portugal, Espanha e Alemanha.
As explicações científicas couberam a Robert Andersson, da Motoman, seguindo-se uma demonstração prática do novo robô no Laboratório de Robótica Industrial.
"Sendo a Motoman empresa líder mundial de robótica industrial é muito relevante que tenham escolhido a FCTUC para a primeira apresentação mundial deste tipo de robôs revolucionários", disse à Agência Lusa o professor Norberto Pires, presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, para quem esta decisão da Motoman é "o reconhecimento da nossa capacidade científica e técnica na área da robótica industrial".
O investigador da FCTUC disse à Agência Lusa que o robô "permite várias posturas, estando concebido para actuar em espaços de reduzida dimensão, nas indústrias automóvel, de plásticos, cerâmica e electrónica".
"Como tem sete eixos, o robô pode ser utilizado para soldaduras, montagem de portas e de motores na indústria automóvel, adaptando-se a várias posições de trabalho como um braço humano", explicou Norberto Pires.
O primeiro cliente português do robô redundante de sete eixos é o laboratório de investigação da Universidade do Minho, ligado à indústria dos plásticos e dos moldes, áreas em que Portugal é líder.


