A exposição nocturna a uma luz forte durante 90 minutos, em duas sessões de 45 minutos, prolonga por uma hora o ciclo circadiano humano normal, que dura 24 horas, segundo uma experiência da NASA destinada a preparar astronautas para viver em Marte.
Os resultados da investigação, realizada durante 65 dias com 12 indivíduos saudáveis com idades entre 22 e 33 anos (nove homens e três mulheres) por especialistas do Brigham and Women's Hospital e da Faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts), poderão também ajudar pessoas que sofrem de perturbações do sono na Terra.
O estudo mostrou que os humanos podem ter variações do ciclo circadiano, o relógio biológico, que podem ir até uma hora (de 23h47 a 24h48) no grupo estudado, afirmam os seus autores.
Experiências em animais já tinham indicado uma variação natural da extensão do ciclo circadiano determinada pela duração do dia, o que mostra a importância da luz na regulação do relógio biológico.
Todos os participantes na experiência conseguiram adaptar o seu ciclo circadiano a um dia marciano, que tem quase uma hora mais do que o terrestre.
Segundo os investigadores, o estudo prova também que uma terapia pela luz poderá ajudar pessoas com insónia, devida a um desregulamento do seu ciclo circadiano que pode estar ligado, nomeadamente, a um desfasamento horário ("jet lag"), em casos de voos espaciais ou de trabalho nocturno.
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