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Objectivo é reduzir antibióticos na alimentação animal

Equipa liderada por cientista de Coimbra transforma soro do leite em alimento probiótico para alimentação animal

19.05.2008 - 14:50 Por Lusa

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Os suplementos probióticos poderiam ser usados na ração animal substituindo os efeitos de alguns antibióticos Os suplementos probióticos poderiam ser usados na ração animal substituindo os efeitos de alguns antibióticos (Adriano Miranda)
Investigadores ibero-americanos liderados por uma cientista de Coimbra estão a desenvolver um alimento probiótico a partir do soro do leite, altamente poluente e cujo tratamento como efluente industrial é caro.

O projecto, hoje anunciado, envolve cerca de 60 cientistas de seis países, integrados numa rede ibero-americana para a Avaliação da Factibilidade do Desenvolvimento de Novos Probióticos para a Alimentação a partir de Efluentes da Indústria de Lacticínios, denominada Novel-Probio.

Os investigadores procuram transformar o lactosoro num "produto alimentar de maior valor acrescido, com características benéficas tanto para a saúde humana como para a saúde animal".

"A ideia é aproveitar o soro do leite para fazer um produto bom para a alimentação animal", disse à Agência Lusa Andrea Gómez-Zavaglia, coordenadora geral do projecto e investigadora do Laboratório de Crioespectroscopia e Biosespectroscopia Moleculares do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

O novo produto, ainda em fase de laboratório, será obtido através da fermentação do soro da indústria do queijo com bactérias do ácido lácteo. Pretende-se que seja comercializado em diversos países.

Andrea Gómez-Zavaglia afirma que ao inserir produtos probióticos na alimentação dos animais, "evita-se o uso de antibióticos" no seu consumo.

O lactosoro, disse, é "altamente poluente e o tratamento como efluente industrial é um processo muito caro".

Em vários países, é utilizado em subprodutos para a alimentação humana, mas noutros é rejeitado sendo tratado como efluente, de acordo com a investigadora.

O projecto tem a duração de quatro anos e conta com cientistas de Espanha, Portugal, Argentina, Chile, México, Brasil e Colômbia, além de quatro empresas de Portugal (Lactogal e ControlVet) e da Argentina.

Criada em Janeiro, a rede Novel-Probio é financiada pelo CYTED - Programa Iberoamericano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.

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etica

Caros Srs. Henrique Costa e Paulo Ramos, isto não se trata de qualquer "desafio futebolístico" ...

investigador

21.05.2008 14:30

X

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