O vaivém norte-americano Endeavour deixou hoje a Estação Espacial Internacional remodelada: dois quartos novos, uma segunda casa de banho, um sistema de reciclagem de água e o seu primeiro frigorífico.
A partir de agora a ISS pode ter uma tripulação permanente de seis pessoas, por isso não é de admirar que antes de o vaivém ter abandonado o complexo espacial, o comandante da estação Mike Finke, tenha dito logo “já sentimos a vossa falta”.
Às 14h39 (hora de Lisboa) de hoje, a 354 quilómetros acima da ilha Formosa, junto à China, o piloto Eric Boe ligou os propulsores e o Endeavour começou a afastar-se da ISS. O vaivém só aterra no Centro Espacial Kennedy depois de amanhã, completando os quinze dias de missão.
Para além da operação de “extreme home-makevor”que o vaivém realizou na ISS, a expressão foi utilizada por Mike Finke referindo-se aos concursos de reconstrução de casas em períodos pequeníssimos de tempo, o Endeavour levou para a ISS a astronauta Sandra Magnus, de 44 anos, na sua primeira missão espacial. Agora, traz consigo Greg Chamitoff, de 46 anos, que estava ansioso para voltar para a sua família.
Chamitoff, engenheiro aeronáutico, passou seis meses na ISS. Magnus, especializada em ciências dos materiais e em engenharia, juntou-se ao comandante e ao engenheiro Yuri Lonchakov e vai ficar lá até Fevereiro.
Durante a missão, os astronautas ainda se aventuraram quatro vezes fora da ISS. As juntas dos painéis solares, que dão energia à estação, não estavam a funcionar há algum tempo, o que poderia obrigar a NASA a substitui-las. Os astronautas conseguiram resolver o problema evitando um gasto maior.
Esta é a quarta e última missão do Endeavour este ano. A aterragem está programada para as 06h18 de domingo.


