A OMS confirmou hoje a morte de um homem de 30 anos com a estirpe do H5N1, na Indonésia, e de um homem de 34 anos no Vietname. O total das vítimas é preocupante: 221 mortes em 353 casos de infecção confirmada desde 2003.
Os especialistas que acompanham os avanços da gripe das aves lançaram hoje o alerta para situações como a que se vive na Indonésia onde as vítimas mortais têm aumentado rapidamente. Aliás, segundo a Reuters, nos últimos dois anos, a mortalidade neste país terá aumentado 80 por cento. Em 120 casos confirmados desde 2003, registaram-se já 98 mortes.
"Pode ser pelo facto de estarem a ser tratados mais tarde, ou o vírus é diferente, mais agressivo... Há muitas incertezas, incluindo diferenças na susceptibilidade do vírus", adiantou Menno de Jong, um médico que trabalhou no Vietname. As declarações foram feitas à margem de um conferência sobre a gripe aviária que decorre hoje em Banguecoque. O especialista acrescentou ainda que a variante de H5N1 que surgiu na Indonésia parece ser menos susceptível ao antiviral usado para combater a doença.
Vigilância em Calcutá
Entretanto, as autoridades também se mostraram alarmadas com o cenário que se vive na Índia, mais precisamente em Calcutá. A gripe das aves estará a alastrar e já foi detectada em diversos distritos. "É mais provável que o vírus alastre para outras áreas nas zonas infectadas e nos distritos vizinhos, mas agora estamos a tentar evitar que atinja Calcutá", referiu o ministro da saúde Surjya Kanta Mishra.
Assim, decorrem já várias acções de inspecção nos mercados da capital. Há mais de cinco milhões de pessoas a viver em Calcutá e os receios de que o casos de infecção fiquem fora de controlo são muitos. A OMS já afirmou que a Índia teve o maior surto desde que a estirpe foi detectada pela primeira vez no país, em 2006. Todos os camiões estão a ser revistados e há centenas de oficiais nos mercados da cidade à procura de animais doentes.


