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Azambuja

Condições de investigação e bem-estar animal vão melhorar com o biotério, assegurou Fundação Champalimaud

10.03.2010 - 14:26 Por Lusa

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Investigador do biotério foi hoje ouvido na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência Investigador do biotério foi hoje ouvido na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência (Carlos Lopes)
A Fundação Champalimaud garantiu hoje que o futuro biotério da Azambuja tem como principal objectivo “melhorar as condições de bem-estar na investigação biomédica” e recusou que o projecto tenha objectivos comerciais.

O investigador da fundação Rui Costa foi hoje ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência a propósito de uma petição contra a construção do Biotério da Azambuja, um projecto das fundações Champalimaud, Calouste Gulbenkian e Universidade de Lisboa, que permitirá criar animais a usar na investigação científica.

Apresentando-se como veterinário e um dos responsáveis pela ética do projecto, Rui Costa garantiu que não será construído um biotério com fins comerciais, nem haverá experimentação em cães e gatos, assim como se cumprirá a proibição legal de infligir sofrimento agudo e crónico nos animais.

A petição, com cerca de 5.000 assinaturas, defende que existem soluções mais viáveis em termos científicos e económicos e propõe a criação de um Centro3R em Portugal, que apresenta como a alternativa científica "mais credível".

“Tudo o que se pede (na petição) nós concordamos e temos planos para sermos mais conservadores”, disse Rui Costa, acrescentando concordar com a via dos Centros3R (Reduction, Refinement e Replacement - Redução, Melhoramento e Substituição). No entanto, lembrou que actualmente não há alternativa, nomeadamente a nível de substâncias para tratamento humano, senão os testes em animais.

Lembrou que as empresas que referem não fazer testes em animais usam substâncias activas que foram experimentadas anteriormente por outras companhias, que a isso são obrigadas por lei.

Garantiu que com este centro não haverá aumento de produção e que será travado um dos "maiores problemas" a nível do bem-estar dos animais: o transporte.

Os deputados João Soeiro, do Bloco de Esquerda, e Michele Seufert, do CDS-PP, apontaram contradições entre as declarações do cientista e documentos oficiais de 2008, nomeadamente no que diz respeito à capacidade do biotério, o objectivo de comercialização e a exportação de animais.

Enquanto os documentos apontam uma capacidade entre 20 e 25 mil gaiolas, Rui Costa afirmou que a capacidade poderá variar entre um mínimo de 10 mil gaiolas e um máximo de 20 mil, considerando que os números citados pelos deputados respeitam às estimativas máximas e quando ainda não estavam feitos todos os estudos.

Os custos de manutenção, segundo as estimativas mínimas apresentadas pelo representante da FC, são seis euros semanais por gaiola.

Pelo lado do PS, Teresa Dias questionou a importância do biotério no cumprimento de metas europeias a nível da investigação científica, enquanto José Bianchi questionou quais os benefícios para as instituições, se não haverá comercialização.

Rui Costa recusou qualquer fim lucrativo e sublinhou que a vantagem económica para as instituições é "gastar menos".

Sobre a referência à exportação de animais, Rui Costa referiu que o termo é utilizado para definir a "troca de animais com outras instituições europeias em termos de embriões e no âmbito de projectos".

O deputado do PSD Ferreira Gomes, responsável pelo relatório final desta matéria, pediu, por seu lado, mais informações por não se considerar suficientemente esclarecido.

O BE pediu a audição de Roque da Cunha Ferreira, da Fundação Champalimaud, que assina a descrição sumária do projecto, e da Câmara Municipal da Azambuja.

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Sofia, o que dizes simplesmente não é verdade. Nos "países civilizados", ...

fernao

11.03.2010 19:35

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