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Pela primeira vez na história da astronomia

Astrónomos detectam luz de dois planetas longínquos

23.03.2005 - 08:19 Por Lusa

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Até agora, estes exo-planetas, que emitem pouca luz, eram invisíveis e só podiam ser detectados no momento em que passavam perto do seu sol Até agora, estes exo-planetas, que emitem pouca luz, eram invisíveis e só podiam ser detectados no momento em que passavam perto do seu sol (NASA)
Mais de dez anos depois da descoberta de planetas fora do nosso sistema solar, um grupo de astrónomos anunciou ontem a detecção, pela primeira vez, da luz que emana de dois planetas longínquos cuja existência já era conhecida.

"Este descoberta científica abre uma nova era na ciência planetária, na qual os planetas extra-solares podem ser medidos directamente e comparados", indicou hoje à imprensa o astrofísico Drake Deming, do centro de voos espaciais Goddard da NASA em Greenbelt (Maryland, no nordeste dos Estados Unidos).

Estas detecções luminosas foram feitas graças ao telescópio espacial Spitzer, munido de câmaras infra-vermelhas e cuja potência permite medir as temperaturas, as atmosferas e as órbitas de planetas situados até 500 anos-luz, precisou Drake Dreming.

Até agora, estes "exo-planetas", que emitem pouca luz, eram invisíveis e só podiam ser detectados no momento em que passavam perto do seu sol, dez vezes mais brilhante.

A primeira equipa dirigida por Drake Deming conseguiu examinar directamente o planeta HD 209458b, com um tamanho 30 a 40 por cento maior do que o de Júpiter, o maior do sistema solar.

O HD 209458b pertence à categoria dos "Júpiteres quentes"- planetas gasosos gigantes em órbita muito perto do seu sol. A temperatura atmosférica de HD 209458b foi calculada em 726 graus Celsius.

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