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Charles Bowden deve ser senhor que se segue

Astronautas terminam reparações do Hubble

19.05.2009 - 10:26 Por Clara Barata

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Astronautas terminaram reparações do Hubble Astronautas terminaram reparações do Hubble  (Reuters )
O telescópio especial Hubble já está pronto para espreitar os confins do Universo melhor do que nunca, durante mais cinco anos, ou uma década, se tudo correr mesmo bem. Os astronautas que fizeram cinco perigosos e longos passeios espaciais para fazer as reparações de que necessitava, e actualizar o seu equipamento científico, vão soltá-lo do braço robótico do vaivém Atlantis pelas 14h53 (hora de Lisboa).

Depois disso, será mesmo adeus – pelo menos para o vaivém, a nave que será definitivamente aposentada no ano que vem. Isto acontece no dia em que se espera seja nomeado o novo administrador da NASA, que pode ser o primeiro astronauta a ocupar o posto.

“Neste momento, o Hubble tem o maior número de instrumentos a funcionar do que alguma vez teve na sua história”, desde o seu lançamento, em 1990, comentou Mário Livio, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, citado pelo jornal “The Baltimore Sun”. “Está um observatório muito mais poderoso, e que promete muito mais descobertas.” Espera-se que o Hubble consiga ver mais longe, até ao momento em que se começaram a formar galáxias no Universo.

“O Hubble não é apenas um satélite. É um símbolo da sede da humanidade por conhecimento”, disse o astronauta John Grunsfeld, também astrónomo, que participou nas saídas para o espaço para substituir câmaras do Hubble, giroscópios, baterias, enfim, uma série de tarefas, por vezes muito dificultadas por serem feitas em ambiente de microgravidade, a cerca de 500 quilómetros acima da Terra.

As primeiras imagens obtidas pelo Hubble renovado, depois dos testes que serão agora necessários, devem chegar-nos lá para o pico do Verão.

Mas o que é certo é que o vaivém, que permitiu construir este telescópio espacial, sempre com a expectativa de que seria possível fazer missões periódicas de reparação, vai ser aposentado para o ano que vem – assim foi determinado depois do inquérito sobre o segundo acidente com o vaivém, o da explosão do Columbia a 1 de Fevereiro de 2003, ao reentrar na atmosfera terrestre. Depois das reparações do Hubble, a missão que resta à frota de vaivéns norte-americana é a de terminar a construção da Estação Espacial Internacional.

Depois disso, os Estados Unidos ficarão com um hiato desconfortável na capacidade de aceder ao espaço pelos seus próprios meios, até meados da próxima década, quando se espera que fiquem operacionais as cápsulas Orion (e os foguetões Ares) que substituirão o vaivém. O conceito de um veículo tipo avião, com propulsão própria, como o vaivém, foi abandonado, por ser considerado demasiado perigoso.

Mas o futuro da NASA e das missões tripuladas da agência espacial norte-americana, inclusivamente o regresso à Lua anunciado por George W. Bush, está também dependente do anúncio do nome do próximo director da NASA – que pode ser anunciado hoje, e pode ser uma dupla estreia: pode ser o primeiro astronauta a dirigir a agência, e também o primeiro afro-americano a chegar a este posto.

Charles Bowden é o nome que começou a circular nos “media” norte-americanos, e hoje ele vai ter um encontro com o Presidente Barack Obama, adianta o jornal “USA Today”, confirmou Robert Gibbs, responsável pela comunicação com a imprensa da Casa Branca.

Bowden, de 62 anos, é um general reformado dos Marines, que cumpriu quatro missões a bordo de vaivéns, e faz parte da comissão de avaliação independente nomeada pela presidência para avaliar o que deve ser a nova estratégia da agência espacial norte-americana.

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Abu

Estes Sucateiros Americanos é asneira em cima de asneira, além de poluirem todos os cantos do ...

Abu

21.05.2009 19:19

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A maioria do esqueleto está em condições impecáveis Ida, a nossa tia-avó com 47 milhões de anos