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Em causa, uma fuga de hélio ocorrida durante ensaio

Acelerador gigante de partículas vai parar durante dois meses

20.09.2008 - 18:30 Por PÚBLICO, Agências

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O acelerador gigante de partículas LCH do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) vai estar parado durante dois meses, depois de um “incidente” registado durante o ensaio ter danificado um elemento do mecanismo, anunciou hoje um porta-voz da instituição.
O acelerador entrou em funcionamento no passado dia 10 O acelerador entrou em funcionamento no passado dia 10 (Fabrice Coffrin/Reuters (arquivo))

Em comunicado, o CERN explica que o problema foi provocado por uma importante fuga de hélio ocorrida ontem no túnel.

Apesar de garantir que o incidente não representou qualquer perigo para a segurança do pessoal, um porta-voz da instituição afirma que um “elemento da máquina tem de ser reparado”, o que obrigará à paragem durante dois meses da experiência.

Este é já o terceiro problema registado no Grande Acelerador de Hadrões (conhecido pela sigla em inglês, LHC), o maior instrumento de física do mundo. O primeiro foi um ataque de “hackers” no arranque da experiência, a 10 de Setembro, mas só noticiado alguns dias depois.

Logo no dia seguinte, um problema eléctrico que afectou o sistema de refrigeração do circuito, com 27 quilómetros, obrigou à suspensão da experiência por uma semana, para a substituição de um transformador de 30 toneladas

O LHC começou a funcionar no passado dia 10 de Setembro numa cerimónia de pompa e circunstância. Trata-se de um projecto faraónico que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos e que procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, sendo já considerado a experiência científica do século. É a maior máquina do mundo, tão grande e sofisticada que não poderia nunca ser fabricada por uma única empresa, ou um único país. Envolve 6000 cientistas, levou uma década a construir e custou dez mil milhões de dólares.

O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do Universo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do Universo", segundo o director do CERN, Robert Aymar. Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC.

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daniel

24.09.2008 20:23

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