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Objectivo é duplicar a potência das colisões

Acelerador de partículas do CERN vai ter paragem programada em 2011

10.03.2010 - 12:56 Por Clara Barata

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Ímanes danificados na avaria após a inauguração, em Setembro de 2008 Ímanes danificados na avaria após a inauguração, em Setembro de 2008 (CERN)
O acelerador de partículas do CERN vai fechar durante um ano, no fim de 2011, para manutenção e para sofrer as alterações necessárias para alcançar a energia de 14 biliões de volts-electrão. A notícia foi avançada no início de Fevereiro, quando foi apresentado o calendário de funcionamento da grande máquina com que os físicos esperam descobrir os segredos da matéria que ainda nos continuam a escapar, e não causou escândalo, mas hoje a BBC noticiou-a com estrondo, causando um pequeno escândalo.

A calendarização do funcionamento do Grande Colisor de Hadrões (LHC na sigla em inglês) foi decidida num workshop em Chamonix, e divulgada num comunicado do director do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) a 3 de Fevereiro. "A decisão mais importante a que chegámos foi a de que ter o LHC a funcionar durante 18 a 24 meses, com uma energia de colisão de 7 Tev. Depois disso, entraremos num longo período de encerramento, no qual faremos todo o trabalho necessário para atingir a energia de colisão de 14 Tev [os tais 14 biliões de volts-electrão]”, lê-se no comunicado assinado por Steve Myers, director do CERN, disponível no site da instituição (http://www.cern.ch).

Mas a notícia colocada hoje no site da BBC, com o título “LHC vai fechar durante um ano para tratar de defeitos de concepção” dá um tom bastante mais dramático a esta pausa – dias antes de o acelerador atingir colisões de átomos com energias de 7 Tev, como se espera que atinja este mês, finalmente após o fiasco da avaria logo a seguir à inauguração, há dois anos.

Myers reconheceu, em declarações à BBC, que os potentes ímanes da máquina terão de ser reforçados antes de poderem começar a ocorrer colisões ao dobro da energia. Mas pôs limites que não foram respeitados no título da notícia: “É provável que, com muito mais recursos e muito mais trabalhadores e controlo de qualidade, talvez esta paragem pudesse ser evitada, mas tenho dificuldade em pensar nisto como um defeito de concepção”.

A notícia posta on-line pela BBC foi citada imediatamente por várias outras publicações, levando a uma série de respostas irritadas no Twitter de Brian Cox, o cientista responsável pela experiência Atlas, um dos vários detectores de colisões colocados ao longo do túnel subterrâneo na fronteira franco-suíça, com propósitos variados como encontrar provas da existência da matéria negra ou do bosão de Higgs.

No seu último tweet, Cox já estava mesmo pelos cabelos: “Pela última vez: a história sobre o LHC é um monte de merde, que é como nós dizemos aqui no CERN. Paragens programadas de manutenção não são porra de notícia nenhuma.”

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Bruxos

Parece que é verdade, continua a haver mais bruxos que cientistas cá por portugal!

2430

16.03.2010 13:27

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