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Large Hadron Collider

A maior máquina para acelerar partículas bateu recorde mundial de energia

30.11.2009 - 11:14 Por Teresa Firmino

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Os primeiros feixes de protões foram injectados a 20 de Novembro no LHC Os primeiros feixes de protões foram injectados a 20 de Novembro no LHC (Miguel Madeira)
O maior acelerador de partículas do mundo – Large Hadron Collider (LHC), na fronteira franco-suíça – tornou-se o mais potente a nível mundial, batendo o recorde de energia atingido ao final da noite de ontem (em Lisboa).

Os seus dois feixes de protões, a viajarem em sentido contrário, quase à velocidade da luz, colidindo um com o outro, alcançaram uma energia de 1,18 teraelectrão-volt (TeV), anunciou o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, na Suíça. Desta forma, o LHC bateu o recorde detido desde 2001 pelo acelerador de partículas Tevatron, em Chicago, que então chegou aos 0,98 TeV.

O que significam agora os 1,18 TeV? Significa atingir a energia produzida por 1,18 mosquitos a voar, só que o que torna o LHC extraordinário é o facto de concentrar essa energia em partículas um milhão de milhões de vezes mais pequenas do que um mosquito.

Através da aceleração e colisão entre partículas (protões, neste caso), quase à velocidade da luz, os cientistas esperam recriar as condições existentes logo após o Big Bang, há 13.700 milhões de anos. Dessas colisões resulta uma chuva de partículas mais pequenas, que se espera ajudem a revelar os mistérios da constituição da matéria.

Nos três primeiros meses de 2010, espera-se que o LHC atinja os 7 TeV (3,5 TeV por cada feixe de protões) e permita finalmente começar a fazer ciência e a extrair informação da colisão de partículas, pelo que o recorde de ontem foi um passo nesse sentido e marcou o fim de um período de percalços.

A inauguração do LHC deu-se em Setembro de 2008, com toda a pompa, mas poucos dias depois o acelerador teve uma avaria eléctrica. Sucessivos problemas foram também adiando a sua entrada em funcionamento, até agora.

Os primeiros feixes de protões foram injectados a 20 de Novembro no LHC, que é uma circunferência de 27 quilómetros, a 100 metros de profundidade. Nos dias seguintes, testou-se a operação dos feixes de protões: ora numa direcção, ora na outra, até que ontem os dois feixes circularam ao mesmo tempo. Deram-se as primeiras colisões de partículas, que foram detectadas por quatro grandes detectores espalhados ao longo do túnel circular. Eram 23h44 de domingo, em Lisboa, quando os feixes de protões do LHC bateram o recorde de energia.

Até ao fim do ano, a energia dos feixes de protões irá aumentar gradualmente para se testar a sua segurança e proceder a calibrações.

"É fantástico", comentou o director do CERN, Rolf Heuer, citado num comunicado. "No entanto, estamos a dar um passo de cada vez e ainda há muito para fazer antes de começarmos a fazer física em 2010. Vou manter a minha garrafa de champanhe no frigorífico até lá."

(Notícia actualizada às 16h35)

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Comentário + votado

LHC

epá, desculpem lá, mas que falta de humildade da vossa parte. Sempre que sai uma noticia ...

Varela

30.11.2009 13:01

X

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